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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Matemática útil na vida


Uma caixa com alegria


domingo, 29 de dezembro de 2013

A Arte de Philippe Faraut



“ARTE ESPETACULAR”  DE PHILIPPE, QUE É UM ARTISTA FRANCÊS ESPECIALIZADO EM ESCULTURAS HUMANAS EM TAMANHO NATURAL E MONUMENTAIS ESCULTURAS EM PEDRA.

OS SEUS MATERIAIS ESCOLHIDOS SÃO A ARGILA À BASE DE ÁGUA E O MÁRMORE. MINISTRA AULAS NOS ESTADOS UNIDOS E CANADÁ.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Assembleia na Carpintaria

Assembléia na carpintaria Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembléia. Foi uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito. Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: "Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes." A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalhar juntos. Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas. É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades... isto é para os sábios!!!!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Escutatória

Escutatória - Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.

Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. Vejam a semelhança...

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam em silêncio...Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.

Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.

Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.

E, assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...

E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

domingo, 22 de dezembro de 2013

As moscas e a teimosia

Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite.

A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair.

Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater e afundou. Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte era tenaz, continuou a se debater a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu, com muito esforço, subir e dali levantar voo para algum lugar seguro.

Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência, que, sem dúvida, é um hábito que nos leva ao sucesso, no entanto...

Tempos depois a mosca, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo.

Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria.


Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou: "Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo".

A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta afundou no copo cheio ... de água.

Mentes Ansiosas - psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva

Em Mentes Ansiosas – Medo e ansiedade além dos limites, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva -

autora de Mentes Perigosas, Mentes e Manias, Bullying – Mentes Perigosas na Escola e Mentes Inquietas -

fala sobre os transtornos causados pelo medo e a ansiedade.

A diferença entre os dois sentimentos e como eles podem dominar a vida das pessoas são algumas das questões pelo livro.

"Até que ponto o medo é necessário para a nossa sobrevivência?

 Qual a dose de medo saudável? Quando o medo vira uma doença?".

A partir destes questionamentos sobre um sentimento comum a todos os seres humanos, independente da idade ou da posição social, autora inicia o livro em busca de respostas, com base em sua experiência clínica.

Segundo estudos internacionais, os transtornos relacionados à ansiedade afetam entre 15 e 25% da população.

Isso significa que, num grupo de cinco pessoas, é bem provável que uma sofra de síndrome do pânico, estresse pós-traumático, ansiedade crônica, fobias ou TOC.

Todos esses distúrbios estão relacionados a níveis patológicos de angústia e preocupação - quando o medo e a ansiedade em excesso trazem prejuízos expressivos ao indivíduo.

Conforme estabelece a Associação de Psiquiatria Americana, os transtornos de ansiedade podem aparecer de diversas formas e com diferentes graus de intensidade:

1 - Súbitos ataques de pânico, que podem evoluir para o transtorno do pânico.

2 - Fobia social ou timidez patológica, na qual as pessoas percebem ameaças potenciais em situações sociais e em exposição ao público.

3 - Medos diversos ou fobias simples, cuja ameaça provém de estímulos bem específicos (animais, lugares fechados, chuvas, avião, etc.)

4 - Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), quando se vive experiências traumáticas significativas (seqüestros, perdas de entes queridos, acidentes, etc.)

5 - Transtorno de ansiedade generalizada (TAG), que se caracteriza por um estado permanente de ansiedade, sem qualquer associação direta com situações ou objetos específicos

6 - Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), no qual a mente é invadida por pensamentos intrusivos e sempre de conteúdo ruim (obsessões), que desencadeiam rituais repetitivos e exaustivos (compulsões), na tentativa de exorcizar tais ideias.

Mentes Ansiosas oferece explicações claras sobre o que acontece quando a ansiedade e o medo extrapolam os limites da normalidade e como é possível superar os distúrbios, além de trazer ferramentas para a compreensão das origens da ansiedade e do medo e para o enfrentamento do que pode vir a ser o maior inimigo de muitos indivíduos: as preocupações incessantes que teimam em assolar a mente humana

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A Paz e a consciência tranquila

A Paz

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz.

Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.

O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave.

O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu.

O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.

Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.

Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:

 - Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?

E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse

 - Vocês repararam que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranquilamente?

E os pintores sem entender responderam:

 - Sim, mas... - antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou

 - Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos.

Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de compreender.

Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.

Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência.

A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove.

E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranquilo e nossa consciência arder em chamas.

A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós.

É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção.

Sendo assim, a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será a conquista individual de cada ser dentro de sua própria intimidade.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Os 3 filtros

Certo dia, o grande filósofo Sócrates se encontrou com um conhecido que lhe disse:

- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?

- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste.

Chama-se "Teste dos 3 filtros".

- Três filtros? - Sim, continuou Sócrates.

Antes de me contar o que quer que seja sobre o meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer.

O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade? - Bem... Acabo de saber...

- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar?

Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade.
Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?

- Não, pelo contrário.

- Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade!

Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade.

O que queres me contar vai ser útil para mim ou para ele?

- Acho que não muito.

- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e não ser útil, então para que contar?

E eu completo: Para que ouvir?

Feliz Natal

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sistema cardiovascular - uma obra de arte dentro de cada corpo


http://www.thevisualmd.com/health_centers/cardiovascular_health/cardiovascular_continuum


domingo, 8 de dezembro de 2013

O perigo das pressuposições

Abriu a porta e viu uma pessoa amiga que há muito não via.

Estranhou que ele viesse acompanhado de um cão. Cão forte, saltitante e com ar agressivo.

Cumprimentou o amigo efusivamente. - Quanto tempo! - Quanto tempo – ecoou o outro.

O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro.

Logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa.

O dono da casa encompridou as orelhas.

O amigo visitante, porém, nada comentou. - A última vez que nos vimos foi em... e a conversa continuava animada.

O cão passou pela sala, entrou no quarto, e novo barulho, desta vez de coisa quebrada.

Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante. - Há um tempo atrás encontrei com... você se lembra dele?

O cão saltou sobre um móvel, derrubou um objecto, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime.

Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber, sem saber exactamente o que deviam fazer.


Por fim, o visitante despediu-se e já ia saindo quando o dono da casa perguntou: - Não vai levar o seu cão?

 - Cão? Ah, cão! Não é meu não.
Quando eu entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu.


Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

Saber valorizar-se

Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo está com seus 20 anos de casa. Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação: - Meu patrão, tenho trabalhado durante esses 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Luis, que está connosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu. O patrão, fingindo não ouvi-lo disse: - Foi bom vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Ali na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm Melão. Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta. - E aí Álvaro? Perguntou o patrão. - Verifiquei como o senhor mandou, se o moço tem Melão. - E quanto custa? - Isso eu não perguntei, não. - Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários do escritório? Quis saber o patrão. - Também não perguntei isso, não. - Há alguma outra fruta que possa substituir o Melão? - Não sei não...Muito bem, Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco. O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luis. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Álvaro. Em poucos minutos, o Luis voltou. - E então, Luis? Indagou o patrão. - Eles têm Melão sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. E se senhor preferir, têm também laranja, banana, maçã e mamão a 1€ o quilo, o melão a 1,20€ a unidade, e a laranja a 20€ o cento, já descascadas. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o Luis. Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado, e perguntou-lhe: - Álvaro, o que foi que você estava mesmo me dizendo? - Nada sério não, patrão. Esqueça, com sua licença. E o Álvaro deixou a sala.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A forma como se diz as coisas

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. 

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho. 

- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho 
- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade. 

- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido 
- Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? 
Fora daqui! 
 Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem chicotadas. 
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. 

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe: 
- Excelente senhor! 
Grande felicidade vos está reservada. 
O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes. 
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. 
E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado: 
 - Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. 
Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem chicotadas e a você com cem moedas de ouro. 

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer. 

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. 

Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. 

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. 

Mas a forma como ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. 

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. 

Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. 

Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade. 

A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos. 

Ademais, será sábio de nossa parte, antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho. 

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. 

Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Resolução de conflitos

Resolução de Conflitos O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa tarde de primavera. Nosso vagão estava comparativamente vazio: apenas algumas donas de casa com seus filhos e uns velhos indo fazer compras. Eu olhava distraído pela janela a monotonia das casas sempre iguais e das sebes cobertas de poeira. Chegando a uma estação, as portas se abriram e, de repente, a quietude da tarde foi rompida por um homem que entrou cambaleando no nosso vagão, gritando com violência imprecações incompreensíveis. Era um homem forte, encorpado, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, esbofeteou uma mulher que carregava um bebezinho. A força do tapa fez com que ela fosse cair no colo de um casal idoso. Só por um milagre nada aconteceu ao bebê. Aterrorizado, o casal deu um pulo e fugiu correndo para a outra extremidade do vagão. O operário tentou ainda dar um pontapé na velha, mas errou a mira e ela conseguiu escapar. Isso o deixou em tal estado de fúria que agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la do balaústre. Pude ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava. O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo. Eu me levantei. Na época, cerca de vinte anos atrás, eu era jovem e estava em excelente forma física. Vinha treinando oito horas de Aikidô quase todos os dias há quase três anos. Gostava de lutar corpo a corpo e me considerava bom de briga. O problema é que minhas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Nós, alunos de Aikidô somos proibidos de lutar. "Aikido", - meu mestre não cansava de repetir, "é a arte da reconciliação. Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o Universo. Se tentarem dominar as pessoas, estarão derrotados de antemão. Nós estudamos como resolver conflitos, não como iniciá-los." Eu ouvia essas palavras e me esforçava. Chegava a atravessar a rua para evitar os arruaceiros, os pungas dos videogames que costumam vadiar perto das estações de trem. Ficava exaltado com minha própria tolerância e me considerava um valentão reverente, piedoso mesmo. No fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade absolutamente legítima em que pudesse salvar os inocentes destruindo os culpados. - Chegou o dia! - pensei comigo mesmo enquanto me levantava. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo. Quando me viu levantando, o bêbado percebeu a chance de canalizar a sua ira. - Ah! - rugiu ele. – Um estrangeiro! Você está precisando de uma lição em boas maneiras japonesas! Eu estava de pé, segurando de leve nas alças presas ao teto do vagão, e lancei-lhe um olhar de nojo e desprezo. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele me agredisse primeiro. Queria que ficasse com raiva, por isso curvei os lábios e mandei-lhe um beijo insolente. - Agora chega! – gritou ele. – Você vai levar uma lição. – E se preparou para me atacar. Mas uma fração de segundo antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um berro: - Ei! Foi um grito estridente, mas lembro-me que tinha um estranho timbre, jubiloso e cadenciado, como quando estamos procurando alguma coisa junto com um amigo e ele subitamente a encontra: "Ei!" Virei para a esquerda, o bêbado para a direita. Nós dois olhamos para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos. Esse minúsculo senhor devia ter bem mais de setenta anos, e vestia um quimono impecável. Não me deu a menor atenção, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importantíssimo e delicioso segredo para lhe contar. - Venha aqui – disse o velhinho num tom coloquial e amistoso. – Vem aqui conversar comigo – insistiu, chamando-o com um aceno de mão. O homenzarrão obedeceu, mas postou os pés beligerantemente diante dele e gritou por cima do barulho das rodas nos trilhos: - Por que diabos vou conversar com você? Ele agora estava de costas para mim. Se o seu cotovelo se movesse um milímetro que fosse eu o esmagaria. Mas o velhinho continuou sorrindo para o operário. - O que você andou bebendo? – perguntou com os olhos brilhando de interesse. - Saquê – rosnou de volta o operário – e não é da sua conta! – completou, lançando perdigotos no rosto do velho. - Que ótimo – retrucou o velho. – Excelente mesmo. Eu também adoro saquê! Todas as noites, eu e minha esposa aquecemos uma garrafinha de saquê e vamos até o jardim nos sentar num velho banco de madeira. Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro. Foi meu bisavô quem plantou essa árvore, e estávamos preocupados achando que ela não fosse se recuperar das tempestades de gelo do último inverno. Mas a nossa arvorezinha saiu-se melhor do que esperávamos, ainda mais se considerarmos a má qualidade do solo. É gratificante olhar para ela quando levamos uma garrafinha de saquê para apreciar o final da tarde, mesmo quando chove! E olhava para o operário, seus olhos reluzentes. O rosto do operário, que se esforçava para acompanhar a conversa do velhinho, foi se abrandando e seus punhos pouco a pouco relaxando. - É, é bom. Eu também gosto de caqui... – mas sua voz acabou num sumiço. - São deliciosos – concordou o velho sorrindo. – E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa. - Não – retrucou o operário. – Minha esposa morreu. Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar. - Eu não tenho esposa, eu não tenho casa, eu não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo. Lágrimas escorriam pelo seu rosto; um frêmito de desespero percorreu-lhe o corpo. Chegara a minha vez. Lá estava eu, com toda a minha imaculada inocência juvenil, com toda a minha vontade de tornar o mundo um lugar melhor para se viver, sentindo-me de repente mais sujo do que ele. O trem chegou à minha estação. Enquanto as portas se abriam, ouvi o velho dizer solidariamente: - Minha nossa, que desgraça. Sente-se aqui comigo e me diga o que houve. Voltei-me para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco, a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos. Enquanto o trem se afastava, sentei-me num banco da estação. O que eu pretendera resolver pela força fora alcançado com algumas palavras meigas. Eu acabara de presenciar o Aikido num combate de verdade, e a sua essência era o Amor. A partir de agora teria que praticar a arte com um espírito totalmente diferente. Muito tempo passaria antes que eu voltasse a falar sobre a resolução de conflitos. História de Terry Dobson Extraído do livro: Histórias da Alma: Histórias do Coração - Christina Feldman & Jack Kornfield

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Livro: EU SOU MALALA

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz.

Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação.

Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida.

Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.

Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York.

Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens.

O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.


“Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Lente

A LENTE Quando eu era menino me chamavam de "o fogo-de-palha". Estava sempre com um plano novo na cabeça e falava entusiasticamente sobre o meu novo plano com a minha família. Imediatamente a seguir, começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava desinteressado. E, logo uma outra ideia magnífica surgia dentro de meu cérebro iluminado, para ter o fim de sempre. Embora o facto se repetisse constantemente, não havia, em minha casa, comentários a respeito. Parecia um processo de negação de realidade. Todo mundo sabia, mas todo mundo fingia que eu não era assim. Um certo dia de verão, meu avô, que lia o jornal na varanda, chamou-me. Estava com uma lente na mão e me disse: - Preste atenção e irá ver uma coisa muito interessante. É uma experiência... Com o sol incidindo na lente, passeava com o foco de luz pela folha do jornal, porém nada acontecia de diferente. Eu estava intrigado. Fiquei mesmo a espera de que algo interessante acontecesse. Diante da minha frustração, da espera por ver algo interessante e nada acontecer, ele finalmente deteve o movimento. Parou totalmente o movimento e manteve o ponto da luz solar imóvel por algum tempo, focalizando os raios solares no mesmo sítio. Dentro de poucos segundos o papel se incendiou e surgiu ali um furo. Escusado é dizer que aquilo me fascinou, mas não entendi logo o significado da experiência. Então meu avô me explicou: - Meu filho, este princípio se aplica a tudo que fazemos. Para alcançarmos qualquer êxito na vida é indispensável concentrar todos os nossos esforços na tarefa do momento. É como a concentração dos raios do sol filtrados pela lente. Enquanto a lente percorreu às tontas a folha do jornal nada aconteceu. Mas quando se deteve e concentrou toda a energia dos raios solares, você viu o furo que a lente foi capaz de produzir. Tudo é questão de paciência, tempo e concentração. Desse incidente me recordei inúmeras vezes em minha vida, o que me deu sempre muita coragem para perseverar até o fim. RODRIGUES, Wallace Leal V., in:___ "E, Para o Resto da Vida", ed. O Clarim.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Porto de Luz

No dia 08/12/13, às 14:00, o Porto de Luz estará oficialmente aberto. Vamos compartilhar histórias, sonhos, vivências e tudo que for luz, verdade e amor. Você é muito importante para estar junto, vibrando na mais alta frequência conosco! Vamos sortear Leituras de Aura, Sessões de Cura Prânica, Reiki, Cristalo Terapia. Teremos Danças Circulares, rodadas de Beija-Flor, Pizza do Amor, e muitos sonhos para contar. Venha para cá! PORTO DE LUZ é um sonho materializado de Carmem Castro e Lúcia Falabella, que em 2013 tomaram coragem para dar um salto ouvindo sua intuição. Permitiram que os anjos as guiassem. O que vai acontecer, será contado depois na história desta casa. Ilha da Pesquisa, casa 2, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro Domingo, 8 de dezembro de 2013 as 14horas leia mais em https://www.facebook.com/events/176205182579191/ e veja as fotografias https://www.facebook.com/portodeluzrj?fref=ts

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Reflexão sobre extremos

Reflexão sobre extremos: Uma das possíveis variações de uma velha história sobre a origem do assado é o seguinte: Certa vez aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram e acharam deliciosa a carne assada. A partir daí, toda vez que queriam comer porco assado, incendiavam um bosque...até que descobriram um novo método. Mas o que quero contar é o que aconteceu quando tentaram mudar o SISTEMA para implantar um novo. Fazia tempo que as coisas não iam lá muito bem; às vezes os animais ficavam queimados demais ou parcialmente crus. O processo preocupava muito a todos, porque se o SISTEMA falhava, as perdas ocasionadas eram muito grandes – milhões eram os que se alimentavam de carne assada e também milhões os que se ocupavam com a tarefa de assá-los. Portanto, o SISTEMA simplesmente não podia falhar. Mas, curiosamente, quanto mais crescia a escala do processo, tanto mais parecia falhar e tanto maiores eram as perdas causadas. Em razão das inúmeras deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de reformar profundamente o SISTEMA. Congressos, Seminários, Conferências passaram a ser realizadas anualmente para buscar uma solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo. Assim, no ano seguinte repetiam-se os congressos, seminários, conferências. As causas do fracasso do SISTEMA, segundo os especialistas, eram atribuídas à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deveriam, ou à inconstante natureza do fogo, tão difícil de controlar, ou ainda às árvores, excessivamente verdes, ou à humidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas, que não acertava o lugar, o momento e a quantidade das chuvas... As causas eram, como se vê, difíceis de determinar – na verdade, o sistema para assar porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura: maquinaria diversificada; indivíduos dedicados exclusivamente a acender o fogo – Queimadores que eram também especializados da Zona Sul, da Zona Oeste, etc..., queimadores nocturnos e diurnos – com especialização em matutino e vespertino – queimador de verão, de Inverno, etc... Havia especialistas também em ventos – os anemotécnicos. Havia um Director Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Director de Técnicas Ígneas ( com seu Conselho Geral de Assessores ), um Administrador Geral de Reflorestamento, uma Comissão Nacional de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias ISCUTA) e o Bureau Orientador de Reformas Igneooperativas. Havia sido projectada e encontrava-se em plena actividade a formação de bosques e selvas, de acordo com as mais recentes técnicas de implantação - utilizando-se regiões de baixa humidade e onde os ventos não soprariam mais que três horas seguidas. Eram milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques, que logo seriam incendiados. Havia especialistas estrangeiros estudando a importação das melhores árvores e sementes, fogo mais potente, etc... Havia grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, além de mecanismos para deixá-los sair apenas no momento oportuno. Foram formados professores especializados na construção dessas instalações. Pesquisadores trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos; fundações apoiavam os pesquisadores que trabalhavam para as universidades que preparavam os professores especializados na construção das instalações para porcos, etc... As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo depois de atingida determinada velocidade do vento, soltar os porcos 15 minutos antes que o incêndio médio da floresta atingisse 47 graus, posicionar ventiladores-gigantes em direcção oposta à do vento, de forma a direccionar o fogo, etc.... Não é preciso dizer que poucos especialistas estavam de acordo entre si, e que cada um embasava suas ideias em dados e pesquisas específicos. Um dia um queimador categoria AB/SODM-VCH ( ou seja, um acendedor de bosques especializado em sudoeste diurno, matutino, com bacharelado em verão chuvoso ), chamado João Bom-Senso, resolveu dizer que o problema era muito fácil de ser resolvido, bastava, primeiramente, matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal, colocando-o então sobre uma armação metálica sobre brasas, até que o efeito do calor - e não as chamas - assasse a carne. Tendo sido informado sobre as ideias do funcionário, o Director Geral de Assamento mandou chamá-lo ao seu gabinete, e depois de ouvi-lo pacientemente, disse-lhe: -Tudo o que o senhor disse está muito bem, mas não funciona na prática. O que o senhor faria, por exemplo, com os anemotécnicos, caso viéssemos a aplicar sua teoria ? Onde seria empregado todo o conhecimento dos acendedores de diversas especialidades ? - Não sei - disse João. - E os especialistas em sementes ? Em árvores importadas para porcos, com suas máquinas purificadoras automáticas de ar ? - Não sei. - E os anemotécnicos que levaram anos especializando-se no exterior, e cuja formação custou tanto dinheiro ao país ? Vou mandá-los limpar os porquinhos. E os conferencistas e estudiosos, que ano após ano têm trabalhado no Programa de Reforma e Melhoramentos ? Que faço com eles, se a sua solução resolver tudo ? - Heim ? - O senhor percebe agora que a sua ideia não vem ao encontro daquilo de que necessitamos ? O senhor não vê que se tudo fosse tão simples, nossos especialistas já teriam encontrado a solução há muito tempo atrás? O senhor com certeza compreende que não posso simplesmente convocar os anemotécnicos e dizer-lhes que tudo se resume a utilizar brasinhas, sem chamas! O que o senhor espera que eu faça com os quilómetros de bosques já preparados, cujas árvores não dão frutos nem têm folhas para dar sombra ? Vamos , diga-me ! - Não sei, não senhor. - Diga-me, nossos três engenheiros em Porcopirotecnia, o senhor não considera que sejam personalidades científicas do mais extraordinário valor ? - Sim , parece que sim. - Pois então. O simples facto de possuirmos valiosos engenheiros em Porcopirotecnia indica que nosso sistema é muito bom. O que eu faria com indivíduos tão importantes para o país ? - Não sei. - Viu ? O senhor tem que trazer soluções para certos problemas específicos por exemplo, como melhorar as anemotécnicas actualmente utilizadas, como obter mais rapidamente acendedores de Oeste (nossa maior carência ) como construir instalações para porcos com mais de sete andares. Temos que melhorar o sistema e não transformá-lo radicalmente, o senhor entende ? Ao senhor, falta sensatez! - Realmente estou perplexo ! - respondeu João. - Bem , agora que o senhor conhece as dimensões do problema, não saia dizendo por aí que pode resolver tudo. O problema é bem mais sério e complexo do que o senhor imagina. Agora , entre nós, devo recomendar-lhe que não insista nessa sua ideia - isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim, o senhor entende? Eu falo isso para o seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo perfeitamente o seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo, não é mesmo ? João Bom-Senso, coitado, não falou mais um "A" . Sem despedir-se, meio atordoado, meio assustado com sua sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu de fininho e ninguém nunca mais o viu. Por isso é que até hoje se diz, quando há reuniões de Reforma e Melhoramentos que falta o Bom-Senso."

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Território da Emoção - Moacyr Sciliar

Organizada e apresentada por Regina Zilberman, esta coletânea de crônicas dá sequência ao projeto da Companhia das Letras de publicar uma amostra significativa das crônicas escritas por Moacyr Scliar ao longo de mais de trinta anos de colaboração com o jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A literatura e a medicina são dois eixos constantes na imaginação de Scliar: incansavelmente, o escritor — ele próprio médico sanitarista — voltou aos temas que o apaixonavam. Em sua concepção, ambos estão vinculados pela palavra. Assim, nestas crônicas desfilam médicos escritores (dos primórdios de Galeno e Vesálio até Thomas Mann, Tolstói e Molière); recordações dos anos de estudante na faculdade de medicina em Porto Alegre; histórias da prática médica; escritores doentes e o modo como lidaram com as próprias limitações físicas; escritores que escreveram sobre medicina... E ainda, numa outra vertente, questões políticas e éticas, como a colaboração de alguns médicos com a ditadura, tanto no Brasil como em outros regimes autoritários. O humor de Scliar funciona mais no registro da malícia que no da ironia; é ele o responsável pela leveza encantadora dessas crônicas, que não se furtam à gravidade de muitas das questões que abordam, a começar pela maior delas, âmago tanto da literatura como da medicina. Para o escritor, a medicina opera “pequenas ressurreições” diante do “aguilhão da morte”. “A última palavra é a da Morte. Mas enquanto ela não chega a medicina tem muito a dizer.” E a literatura também. --

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A lição do fogo

A Lição do Fogo Um membro de um determinado grupo ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: - Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!

sábado, 2 de novembro de 2013

Vamos cobrir os pés que precisam caminhar para frente

Uma boa prenda de Natal para quem necessita!!! Gostei da campanha e por isto divulgo. Vamos cobrir os pés que precisam caminhar para frente, abraceijos, angela As lojas ECCO do NorteShopping e MarShopping colaboram com a Cáritas Porto. Esta "parceria" teve início em 2009 e decorre durante todo o ano, através da recolha e entrega de todo o tipo de calçado. Mas este ano e tendo em vista a época Natalícia, queremos ir mais longe, isto é, recolher e entregar mais sapatos. Decidimos assim, lançar o convite a todos os nossos clientes que nos forneceram o endereço de email: Ofereçam para a Cáritas, os sapatos ainda utilizáveis mas que já não usam, para que esta entidade possa ajudar quem mais precisa. Independentemente da marca ou do tamanho, independentemente de virem às nossas lojas comprar, ver, ou apenas entregar, recebemos e reencaminhamos todo o calçado que possam e queiram dispor para esta causa. Para além do convite, deixamos um incentivo, válido durante este mês de novembro: A todos os nossos clientes que entreguem um par de sapatos para a Cáritas, fazemos 10% desconto na compra de um par de Sapatos ECCO (descontos não acumulaveis). Com votos das maiores felicidades, agradecemos a atenção dispensada a este mail. Sapatarias ECCO Norteshopping e Marshopping/Ikea www.ecco.com ECCO - The Most Comfortable Place on Earth Calçado ECCO: Os olhos notam o design, os pés sentem o conforto!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Energia do Silêncio (Um exercício para o autocontrole) - E. AL. Roper

Um dos primeiros livros com a edição em português (brasileira) disponibilizados na loja da Amazon para o Kindle.

É um livro curto (apesar das 144 páginas da edição impressa, é possível lê-lo em pouco mais de uma hora...), com um conteúdo leve, mas bastante tocante. Faz a gente pensar. Uma linguagem simples e objetiva, mostra como o que falamos carrega Energia, seja ela positiva ou negativa e, como replicar o que nos falam ou "fofocar", pode multiplicar esta Energia, bem como fazê-la escoar de nós mesmos.

Quando se é falado em silêncio, pode-se pensar somente na ausência de barulho. Mas o verdadeiro silêncio é muito mais abrangente.

Todos os dias as pessoas são tentadas a revelar - antes da hora - seus segredos, ideias e projetos como forma de obterem aceitação ou serem vistas como pessoas capazes e importantes. Querem obter reconhecimento e validação.

De outro lado, todos os dias, também são tentadas a utilizar a língua da forma mais errada possível: falando mal ou redistribuindo boatos e histórias de outras pessoas, quando, na verdade, deveriam se silenciar. Quantos não foram vítimas de pequenas perversidades, nascidas de inúteis e maldosas palavras lançadas em conversas sem conteúdo e sem reflexão?

Você sabe o que dizem a seu respeito?

Qual história já repassou sem saber se era verdade o que falavam de seu próximo?

Quantas vezes aumentaram um ponto no conto que te contaram?

Este livro serve para ajudar as pessoas a entenderem, desenvolverem, captarem, compartilharem e, às vezes, evitarem A Energia do Silêncio. Que todos possam aplicar os conhecimentos desta obra em suas vidas, nos seus negócios, no relacionamento com as pessoas que os cercam e no bem comum de toda sociedade.

On ou Off

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Grégoire Delacourt - A Lista dos Meus Desejos

Até que ponto o dinheiro traz felicidade? Essa é a questão central de A lista dos meus desejos, o fenômeno de crítica e público que ultrapassou a marca de 400 mil exemplares vendidos na França e será levado às telas em 2013. Jocelyne Guerbette é uma mulher de meia-idade que sempre teve uma vida modesta e pacata. Mora há décadas numa pequena cidade francesa com o marido, tem um armarinho e escreve um blog sobre costura que, sem suspeitar, é cada dia mais lido. Jo tem duas amigas inseparáveis — as gêmeas Danièle e Françoise, donas de um salão de beleza — que sempre apostam na loteria e sonham com o que fariam se ficassem milionárias. Um dia, pressionada pelas irmãs, Jo decide comprar um bilhete. E ganha, sozinha, 18 milhões de euros. É o início de uma reviravolta em sua vida. Por um lado, tudo em que ela sempre acreditou começa a desmoronar diante de seus olhos. Por outro, poderá descobrir a felicidade onde nunca havia esperado. A lista dos meus desejos é um livro sobre a felicidade, e um conto de fadas moderno sobre a redenção nos momentos mais difíceis. Sem saber como lidar com a quantia de dinheiro exorbitante, Jo decide não contar ao marido sobre a fortuna recebida. Ela teme pelo pior: tanto dinheiro recebido de uma só vez possa trazer mais tristeza que felicidade.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Jack Andraka e o teste para identificar cancro

http://www.hypeness.com.br/2013/10/com-15-anos-garoto-cria-teste-que-detecta-cancers-em-5-minutos/?fb_action_ids=10200823447568416&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map={%2210200823447568416%22%3A663080563725210}&action_type_map={%2210200823447568416%22%3A%22og.recommends%22}&action_ref_map=[] Não é a primeira vez que um jovem consegue surpreender o mundo com uma ideia ou método inovador e capaz de mudar uma determinada realidade. Mas nunca deixa de ser especial, ainda pra mais quando essa ideia pode salvar vidas. Com 15 anos, o americano Jack Andraka criou um teste que detecta o câncer do pâncreas e é 26 mil vezes mais barato, 168 vezes mais rápido e 400 vezes mais sensível que o utilizado atualmente. É um dos mais letais de todos os tipos de câncer e matou pessoas próximas do próprio Jack, que desde então não se cansou de pesquisar na busca por um método eficaz de prevenção. Com isso, ele ganhou em maio de 2012 a Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel, o maior prêmio do mundo pra pré-universitários, levando 100 mil dólares pra casa. O teste criado pelo garoto é simples e barato e faz o diagnóstico de três tipos de câncer, incluindo o do pâncreas (ovário e pulmão são os outros dois). O custo é de três centavos de dólar e o resultado chega em menos de 5 minutos. O sensor criado por Jack testa urina e sangue e, se o resultado for positivo para uma certa proteína, é porque o paciente está desenvolvendo câncer. A tira de papel muda conforme a quantidade dessa proteína no sangue o que, segundo o genial adolescente, pode detectar a doença antes mesma de ela invadir o corpo do paciente.

sábado, 12 de outubro de 2013

O Alfaiate de Hitler

O Alfaiate de Hitler

Chamava-se Hugo; alemão, beirava os 40 anos quando fundou em
Metzingen, a cidadezinha onde nascera, pequena loja de confecções.
Seis anos depois abriu falência. Desesperado, em 1931 ingressou no
Partido Nazista - e aí sua vida mudou para melhor. Fornecedor
exclusivo dos uniformes negros das SS (Schutzstaffel), da Juventude
Hitlerista e de outras agremiações nazistas ( sempre muito preocupadas
com a elegância), ganhou milhões entre 1934 e 1945, e, para dar conta
das encomendas, a solução foi apelar para a mão de obra -
compreensivelmente baratíssima - dos prisioneiros de guerra. Após a
derrota do III Reich, foi levado aos tribunais mas pegou penas
brandas, condenado a indenizar as famílias dos trabalhadores forçados.

 
E os negócios se desevolveram e até hoje vão muito bem, obrigado.
Ah, quase me esquecia: o nome completo do homem era Hugo Boss. 

http://en.wikipedia.org/wiki/Hugo_Boss

Para quem está longe da família e amigos

Nesta fase de crise europeia, eu tenho muitos clientes que se deslocaram para outros países. Alguns encontraram qualidade de vida, trabalho bem remunerado, conheceram novas culturas, cresceram como ser humano, porém sentem uma imennnnsa saudade da família, parentes, amigos. Alguns têm contrato que permite vir a Portugal a cada 3 meses, outros só mesmo nas férias anuais e ainda há os que não conseguem ter estabilidade financeira para o fazer. É bonito assistir em cada nova consulta com eles, o crescimento deles e o quanto eles se empenham para superar a dor dessa distância física, apesar das tecnologias modernas que os ajudam a falar e ver com mais frequência quem mora no coração deles. Se me perguntarem se crescem mais rápido do quem não sai da sua zona de conforto, eu diria que sim. A envolvente do outro país propicia/empurra. Ensino-os a lidar com as adversidades e a não se sentirem sozinhos. Eu os admiro. Este vídeo é uma homenagem a todos eles. Abraceijos, Angela Escada se desejar com legenda em Portugues, pode aceder a este link http://www.noticiasaominuto.com/mundo/115760/jovens-emigrantes-regressam-a-casa-e-fazem-surpresa-aos-pais#/615/0

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Qualidade dos nossos pensamentos


Sabedoria da vida - Tres macacos sábios



Olá pessoal, esta história é bastante interessante se soubermos utilizar nas nossas vidas.

Quando estive na Índia eu trouxe os 3 macacos sábios. Eu já conhecia a história e sempre me encantou a habilidade de saber viver entre o ouvir, ver e não falar.
No domingo, 9 de Agosto fui dar uma formação no Parque de Campismo de São Gião e como eu fico sempre muito descontraída quando faço uma viagem, mesmo a trabalho, estava a apreciar tudo que existia de novidade na estrada nacional 17 (perto de Tábua, no sentido da Covilhã), quando vi uma loja muiiiito grande com variedade de louças regionais e me chamou a atenção e decidi parar para olhar com deleite.
E que surpresa! Lá estavam os 3 meninos reproduzindo a história dos 3 macacos. Apaixonei-me por eles de imediato!!! Trouxe-os comigo!

Se tiverem interesse em comprar também, o telefone da loja é 235.711.196 e as pessoas lá são muito simpáticas.

O folclore japonês diz que a imagem dos macacos foi trazida por um monge budista chinês, no século 8. Apesar disso, não há comprovação dessa suposição até porque existem muitas outras.

Os macacos e agora também meninos da Angela…risos, são conhecidos como 'Três Macacos Sábios', ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século 17 localizado na cidade de Nikko, no Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês.

Dizem que os seus nomes são 'mizaru' (o que cobre os olhos), 'kikazaru' (o que tapa os ouvidos) e 'iwazaru' (o que fecha a boca), que no idioma deles é traduzido como 'não ouça o mal', 'não fale o mal' e 'não veja o mal'.

A história também conta que Gandhi, durante as suas viagens na Índia sempre teve uma bagagem muito simples e reduzida: uma sacola com lápis, papel, agulha e linha, uma tigela de barro e uma colher de madeira.

Vejam que é possível viver com muito menos do que nós temos guardado em nossa casa.

Vejam também, numa viagem onde duas pessoas estão a arrumar as malas, geralmente essas pessoas discutem por causa do volume de coisas que uma quer levar e a outra não entende para que tanta coisa… podemos fazer um ajuste entre a sacola de Gandhi e as diversas malas que levamos numa viagem de alguns dias.

Bem, Gandhi levava também uma estatueta representando Os Três Macacos Sábios para lembrá-lo dos três segredos da Sabedoria: NÃO VEJA O MAL, NÃO OUÇA O MAL, NÃO FALE O MAL.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sorria....você está a ser amado!!!


Caminhos do Sucesso - Francisco Di Biase e Mário Sérgio F. Rocha

Caminhos do Sucesso - Francisco Di Biase e Mário Sérgio F. Rocha
Editora Qualymark

Desenvolver o potencial humano é a grande prioridade do mundo contemporâneo, não somente por ser a solução para os graves problemas com os quais nos denfrontamos em nossas vidas pessoal, profissional e social, mas também por ser o caminho da prosperidade por excelência.

Nestes tempos de extrema competição, automação, crises, mudanças súbitas e globalização da economia, o desenvolvimento do potencial humano é considerado por todos estes mestres como a maior fonte de soluções e recursos criativos e inovadores que existe, e também como o mais importante fator diferencial de sobrevivência, flexibilidade, competitividade, lucratividade, crescimento e prosperidade das pessoas e empresas. Estamos diante de uma verdadeira revolução no crescimento pessoal e empresarial.

Nesta obra os autores apresentam um novo método de desenvolvimento do potencial humano, denominado holistic coaching, capaz de conduzir o leitor aos caminhos da excelência e prosperidade pessoal, profissional e empresarial. Para desencadear este transformador processo global de capacitação pessoal e transpessoal, os autores utilizam-se de diálogos, histórias e psicotecnologias, permeados pelas experiências e técnicas dos maiores expoentes da ciência, da psicologia, da medicina, da administração, do marketing e da liderança, além da visão dos grandes mestres das Tradições Espirituais e da Sabedoria de todos os tempos.

domingo, 6 de outubro de 2013

Aceita um palito?


AFTEBI - Covilhã e o investimento nas empresas da Beira Interior


O investimento importante necessário e muito bem recebido pelos gestores de topo das PMEs da região da Beira Interior.

AFTEBI / ESTEBI
Quinta da Corredoura - Apartado 517
6201 - 907 Covilhã
Telefones: 275 331211/ 96 1014313/ 91 9182084
Fax: 275 331288

http://www.aftebi.pt/ 

sábado, 21 de setembro de 2013

Máscara emocional - Lindissssssimo!!!


O envelhecer

“Somos queijo gorgonzola”

Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.

O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.

Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.

Maitê Proença

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Curso: Saúde Emocional do Educador

Curso: Saúde Emocional do Educador
IXUS & Angela Escada & Arthur Neto


Data de Inicio: 31 de Outubro (Porto)
Duração: 14 horas
Porto - Portugal

DESTINATÁRIOS  
Profissionais de Educação, com interesse pessoal e/ou profissional na identificação de áreas de melhoria da saúde emocional.
OBJECTIVOS  
Adquirir competências para identificação/intervenção ao nível da saúde emocional do educador.
Estratégias de ação para melhorar a qualidade de vida do Educador.
Aplicar correctamente as técnicas de tratamento e, encontrar soluções para prevenir, amenizar e tratar causas e doenças decorrentes desta profissão.
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS  
• A Educação, o Educador e o Trabalho
• Os Profissionais da Educação
• Condições de Trabalho dos Professores
• Os Trabalhadores da Educação e o Stresse
• O Trabalho Docente
• Vida Pessoal e Profissional do Professor
• Qualidade de Vida do Professor
• A Afetividade do Educador
• Problemas familiares e influência no desempenho profissional
• Relação entre Professores e Alunos
• Reflexo da Profissão na Educação dos Filhos
• O Papel do Educador na Prevenção da Violência
• Causas e Consequências da Violência na Escola
• Doenças Relacionadas ao Trabalho Docente
• Depressão, voz, perda da Memória e Síndrome do Pânico
• Causas e consequências da Síndrome de Burnout
• Exaustão Emocional
• Baixa Realização Pessoal no Trabalho
• Promoção do Bem-estar Construção de um PAC (Plano de ação corretiva) com as mudanças necessárias para a promoção do bem-estar.

Leia mais em http://www.ixus.pt/index.php?page=cursos&m=4&id=381&ids=283

domingo, 15 de setembro de 2013

Diálogo - uma excelente utilidade da BOCA


FERRAMENTAS PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL


Consulting, Lda. irá promover entre nos dias 11 e 12 de Outubro a ação “Ferramentas para o Desenvolvimento Pessoal e Profissional”, com a duração de 12 horas, nas nossas instalações - Praça Paulo Vidal, nº 12 – 4715-245 Lamaçães – Braga e no Convento de Montariol em Braga

mais informações e inscrições:
Detalhes da Ação de Formação - Clique
Vídeo com a Formadora Ângela Escada à Vídeo
Para se inscrever na ação de formação, escreva para geral@idtconsulting.pt 

1.  OBJECTIVOS GERAIS
No final da ação de formação, os/as formandos/as deverão ser capazes de:
·       Conhecer-se melhor a si próprio nos comportamentos de comunicação que utiliza habitualmente e identificar os impactos que provoca nos outros.
·       Reconhecer os principais bloqueadores do comportamento assertivo, em si próprio e nos outros.
·       Saber utilizar as técnicas da comunicação assertiva, na escuta e na argumentação das suas ideias.
·       Estimular o uso da assertividade nos outros e obter diálogos mais compreensivos e construtivos.
·       Reforçar a capacidade de trabalhar em equipa


2.  DESTINATÁRIOS
Quadros médios e superiores que pretendam desenvolver competências e competência com vista ao desenvolvimento  profissional e pessoal e o alcance de objetivos..


3.  MODALIDADE DE FORMAÇÃO
Formação Contínua


4.  FORMA DE ORGANIZAÇÃO DA FORMAÇÃO
Formação Presencial

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1.  CRITÉRIOS E METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO
Tendo em conta o momento, o modelo preconiza dois tipos de Avaliação a aplicar na ação de formação:
·       Avaliação contínua – formativa (determinar a posição do/a formando/a ao longo do decorrer da formação, no sentido de identificar dificuldades e de lhes dar solução)
·       Avaliação Sumativa – Final (No final da formação, determinar a evolução do/a formando/a comparando com o ponto de partida)

2.  RECURSOS PEDAGÓGICOS
·       Manual de Formação
·       Exercícios

3.      EQUIPA FORMATIVA
Ângela Escada (AE)
Filipe Soutinho (FS)


4.      CUSTO POR PARTICIPANTE
75 Euros (inclui almoço do segundo dia de formação)

5.      LOCAL DE REALIZAÇÃO
Formação em Sala:
IDT CONSULTING – BRAGA
Praça Paulo Vidal, 12 – 4715-245 Lamaçães-Braga

Formação Outdoor:
CONVENTO DE MONTARIOL
Braga – São Vítor - 4711-856 Braga

6.      INSCRIÇÕES
Envio de Nome, Morada, Profissão, Empresa e Telefone de contacto para  geral@idtconsulting.pt.