Todos os anos há um momento em que olhamos nossos armários com um olhar crítico. Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo. Aquelas que tiramos do cabide de vez em quando, vestimos, olhamos no espelho, confirmamos mais uma vez que não gostamos e guardamos de volta no armário. Às vezes tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá por que.
Um dia alguém me disse:
“Tudo o que não lhe serve mais e você mantém guardado, só lhe traz energias negativas. Livre-se de tudo o que não usa e verá como lhe fará bem.”
Acontece que nosso armário não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais. Você tem um armário desses no interior da mente. Dê uma olhada séria no que anda guardando lá.
Experimente esvaziar e fazer uma limpeza naquilo que não lhe serve mais. Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia.
Faça uma limpeza nas amizades, aqueles amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus.
Aproveite e tire do seu "armário" aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam lhe arrastar para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.
A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia, e lá vai você junto com elas. Junte-se a pessoas entusiasmadas que o apóiem e apóiem seus sonhos e projetos pessoais e profissionais.
Não espere um momento certo, ou mesmo o final do ano, para fazer essa "faxina interior". Comece agora e experimente aquele sentimento gostoso de liberdade.
Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve.
Liberdade de experimentar o desapego.
Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor, e que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Fábula do Rei e suas Quatro Esposas
Era uma vez... um Rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o Rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o Rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o Rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
“É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?”
Então, ele perguntou à 4ª esposa:
- Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
- De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do Rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o Rei então perguntou para a 3ª esposa:
- Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
- Não!!!, respondeu a 3ª esposa. A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do Rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:
- Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
- Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do Rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
- Eu partirei com você e o seguirei por onde você for...
O Rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida... Com o coração partido, o Rei falou:
- Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos...
Então... Cultive... Fortaleça... Bendiga... Enobreça... sua Alma agora!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo... e a si mesmo.
Deixe-a brilhar!
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o Rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o Rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.
Um dia, o Rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
“É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?”
Então, ele perguntou à 4ª esposa:
- Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
- De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do Rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o Rei então perguntou para a 3ª esposa:
- Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
- Não!!!, respondeu a 3ª esposa. A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do Rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:
- Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
- Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede! respondeu a 2ª esposa. O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do Rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
- Eu partirei com você e o seguirei por onde você for...
O Rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha, tão mal nutrida, tão sofrida... Com o coração partido, o Rei falou:
- Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos...
Então... Cultive... Fortaleça... Bendiga... Enobreça... sua Alma agora!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo... e a si mesmo.
Deixe-a brilhar!
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Cada um é feliz consigo mesmo
Na época da construção da Muralha da China, aquele que a mandou construir era um homem muito duro e cruel.
Milhares de pessoas morreram nesse trabalho e seus corpos foram enterrados lá.
Havia um chinês que possuía somente duas coisas: um filho e um cavalo; amando muito a ambos. Um dia, entretanto, seu cavalo fugiu.
Sabendo disso, os anciãos da aldeia vieram consolá-lo, dizendo:
- Que infelicidade, que seu único cavalo tenha fugido.
O velho olhou-o e retrucou:
- Como vocês sabem que isso foi uma infelicidade?
Dias mais tarde o cavalo voltou trazendo consigo outros seis cavalos. Aí a riqueza desse homem aumentou e os velhos da aldeia vieram lhe dizer:
- Que felicidade que agora você tem sete cavalos!
O chinês pensou, olhou-os como antes e respondeu:
- Como é que vocês sabem que isso foi uma felicidade?
Na mesma tarde seu filho único resolveu domar os cavalos e caiu, machucando-se e ficando aleijado para sempre.
- Que infelicidade que seu único filho não pode mais andar!
- Como vocês sabem que é uma infelicidade?
Os velhos ficaram muito intrigados e foram embora.
No dia seguinte os soldados do Imperador vieram à aldeia e levaram todos os jovens para trabalharem na construção da terrível muralha. O único que não foi levado foi o filho aleijado do camponês.
Então os velhos da aldeia entenderam a sabedoria do outro e voltaram a ele, dizendo:
- Que felicidade que seu filho não foi levado para construir a muralha.
E novamente o homem olhou-os e respondeu:
- Como vocês sabem que isso é felicidade?
Aí os anciãos ficaram completamente confusos e reuniram-se em conselho.
Voltaram à casa do camponês e disseram-lhe:
- Nós decidimos que você é o homem mais sábio da China. E consideramos ser uma felicidade se você se tornar o nosso prefeito.
O homem ergue as mãos em desespero e retrucou:
- Como é que vocês acham que é uma felicidade?
Eu não quero ser prefeito! – e foi-se embora.
Milhares de pessoas morreram nesse trabalho e seus corpos foram enterrados lá.
Havia um chinês que possuía somente duas coisas: um filho e um cavalo; amando muito a ambos. Um dia, entretanto, seu cavalo fugiu.
Sabendo disso, os anciãos da aldeia vieram consolá-lo, dizendo:
- Que infelicidade, que seu único cavalo tenha fugido.
O velho olhou-o e retrucou:
- Como vocês sabem que isso foi uma infelicidade?
Dias mais tarde o cavalo voltou trazendo consigo outros seis cavalos. Aí a riqueza desse homem aumentou e os velhos da aldeia vieram lhe dizer:
- Que felicidade que agora você tem sete cavalos!
O chinês pensou, olhou-os como antes e respondeu:
- Como é que vocês sabem que isso foi uma felicidade?
Na mesma tarde seu filho único resolveu domar os cavalos e caiu, machucando-se e ficando aleijado para sempre.
- Que infelicidade que seu único filho não pode mais andar!
- Como vocês sabem que é uma infelicidade?
Os velhos ficaram muito intrigados e foram embora.
No dia seguinte os soldados do Imperador vieram à aldeia e levaram todos os jovens para trabalharem na construção da terrível muralha. O único que não foi levado foi o filho aleijado do camponês.
Então os velhos da aldeia entenderam a sabedoria do outro e voltaram a ele, dizendo:
- Que felicidade que seu filho não foi levado para construir a muralha.
E novamente o homem olhou-os e respondeu:
- Como vocês sabem que isso é felicidade?
Aí os anciãos ficaram completamente confusos e reuniram-se em conselho.
Voltaram à casa do camponês e disseram-lhe:
- Nós decidimos que você é o homem mais sábio da China. E consideramos ser uma felicidade se você se tornar o nosso prefeito.
O homem ergue as mãos em desespero e retrucou:
- Como é que vocês acham que é uma felicidade?
Eu não quero ser prefeito! – e foi-se embora.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Relação Pai & filho adulto casado...
COURO DE BOI
Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que: “Um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.”
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
O velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
“Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá.”
E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
“Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir.”
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu.
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
Metade daquele couro, chorando ele pediu.
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando.
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando:
“Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando?”
Disse o menino ao pai: “um dia vou me casar
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
Essa metade do couro vou dar pro senhor levar.”
Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que: “Um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.”
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
O velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
“Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá.”
E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
“Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir.”
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu.
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
Metade daquele couro, chorando ele pediu.
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando.
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando:
“Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando?”
Disse o menino ao pai: “um dia vou me casar
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
Essa metade do couro vou dar pro senhor levar.”
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO
Uma tarde, Terry voltava para casa, num trem suburbano de Tóquio, quando entrou um operário enorme, belicoso e muito bêbado.
O homem, cambaleando, se pôs a aterrorizar os passageiros: gritando palavrões, avançou para uma mulher com um bebê no colo e jogou-a em cima de um casal de velhos, que se levantaram e iniciaram uma debandada para o outro extremo do vagão. O bêbado, fazendo outros ataques (e, em sua raiva, errando), agarrou a coluna de metal no meio do vagão com um rugido e tentou arrancá-la.
Nessa altura Terry, que estava no auge da forma física com as oito horas de exercício no Aikidô, sentiu-se chamado a intervir, para que ninguém se machucasse seriamente. Mas lembrou-se das palavras de seu mestre:
- O Aikidô é a arte da reconciliação. Quem quer brigar já rompeu a ligação com o universo. Quem tenta dominar as pessoas já está derrotado. Nós estudamos como resolver o conflito, não iniciá-lo.
Na verdade, Terry concordara, ao iniciar as aulas com o professor, em jamais puxar uma briga e usar sua arte marcial só para defesa. Agora, finalmente, via uma oportunidade de testar suas habilidade no Aikidô na vida real, no que era visivelmente uma ocasião legítima. Assim, com os outros passageiros sentados paralisados em seus bancos, ele se levantou, devagar e com determinação.
Ao vê-lo, o bêbado rugiu:
- A-ha! Um estrangeiro! Você precisa uma lição de boa educação japonesa!
E começou a preparar-se para enfrentar Terrry.
Mas no momento mesmo em que o bêbado ia fazer seu lance, alguém deu um grito ensurdecedor e curiosamente alegre:
-Ei!
O grito tinha o tom animado de alguém que encontra de repente um amigo querido. O bêbado, surpreso, girou e viu um japonesinho minúsculo, provavelmente na casa dos setenta, ali sentado vestindo um quimono. O velho sorria radiante para o bêbado e chamou-o com um aceno e um cantado “Vem cá”.
O bêbado aproximou-se com um beligerante “Por que diabos eu vou falar com você?” Enquanto isso, Terry estava preparado para derrubá-lo num momento se ele fizesse o menor movimento violento.
- Que foi que você andou bebendo? - perguntou o velho, os olhos radiantes para o operário bêbado.
- Eu bebi saquê, e não é da sua conta - berrou o bêbado.
- Ah, isso é maravilhoso, absolutamente maravilhoso - respondeu o velho, num tom simpático. - Sabe, eu também adoro saquê. Toda noite, eu e minha mulher (ela tem sessenta e cinco anos, você sabe), a gente aquece uma garrafinha de saquê e vai tomar no jardim, sentados num velho banco de madeira...
E continuou falando de um pé de caqui em seu quintal, do destino do jardim, de saborear saquê à noite.
O rosto do bêbado começou a suavizar-se enquanto ouvia o velho, afrouxou os punhos.
- Ééé... Eu também adoro caqui... - disse, a voz morrendo.
- Sim - respondeu o velho com uma voz animada - e tenho certeza de que tem uma esposa maravilhosa.
- Não - disse o operário. - Minha esposa morreu.
Soluçando, lançou-se numa triste história de que perdera a esposa, a casa, o emprego, a vergonha que sentia de si mesmo.
Nesse momento, o trem chegou na estação de Terry, e quando ele ia saindo, voltou-se e ouviu o velho convidar o bêbado a sentar-se junto dele e contar-lhe tudo, e viu o bêbado arriar no banco, a cabeça no colo do velho.
Isso é brilhantismo emocional!
O homem, cambaleando, se pôs a aterrorizar os passageiros: gritando palavrões, avançou para uma mulher com um bebê no colo e jogou-a em cima de um casal de velhos, que se levantaram e iniciaram uma debandada para o outro extremo do vagão. O bêbado, fazendo outros ataques (e, em sua raiva, errando), agarrou a coluna de metal no meio do vagão com um rugido e tentou arrancá-la.
Nessa altura Terry, que estava no auge da forma física com as oito horas de exercício no Aikidô, sentiu-se chamado a intervir, para que ninguém se machucasse seriamente. Mas lembrou-se das palavras de seu mestre:
- O Aikidô é a arte da reconciliação. Quem quer brigar já rompeu a ligação com o universo. Quem tenta dominar as pessoas já está derrotado. Nós estudamos como resolver o conflito, não iniciá-lo.
Na verdade, Terry concordara, ao iniciar as aulas com o professor, em jamais puxar uma briga e usar sua arte marcial só para defesa. Agora, finalmente, via uma oportunidade de testar suas habilidade no Aikidô na vida real, no que era visivelmente uma ocasião legítima. Assim, com os outros passageiros sentados paralisados em seus bancos, ele se levantou, devagar e com determinação.
Ao vê-lo, o bêbado rugiu:
- A-ha! Um estrangeiro! Você precisa uma lição de boa educação japonesa!
E começou a preparar-se para enfrentar Terrry.
Mas no momento mesmo em que o bêbado ia fazer seu lance, alguém deu um grito ensurdecedor e curiosamente alegre:
-Ei!
O grito tinha o tom animado de alguém que encontra de repente um amigo querido. O bêbado, surpreso, girou e viu um japonesinho minúsculo, provavelmente na casa dos setenta, ali sentado vestindo um quimono. O velho sorria radiante para o bêbado e chamou-o com um aceno e um cantado “Vem cá”.
O bêbado aproximou-se com um beligerante “Por que diabos eu vou falar com você?” Enquanto isso, Terry estava preparado para derrubá-lo num momento se ele fizesse o menor movimento violento.
- Que foi que você andou bebendo? - perguntou o velho, os olhos radiantes para o operário bêbado.
- Eu bebi saquê, e não é da sua conta - berrou o bêbado.
- Ah, isso é maravilhoso, absolutamente maravilhoso - respondeu o velho, num tom simpático. - Sabe, eu também adoro saquê. Toda noite, eu e minha mulher (ela tem sessenta e cinco anos, você sabe), a gente aquece uma garrafinha de saquê e vai tomar no jardim, sentados num velho banco de madeira...
E continuou falando de um pé de caqui em seu quintal, do destino do jardim, de saborear saquê à noite.
O rosto do bêbado começou a suavizar-se enquanto ouvia o velho, afrouxou os punhos.
- Ééé... Eu também adoro caqui... - disse, a voz morrendo.
- Sim - respondeu o velho com uma voz animada - e tenho certeza de que tem uma esposa maravilhosa.
- Não - disse o operário. - Minha esposa morreu.
Soluçando, lançou-se numa triste história de que perdera a esposa, a casa, o emprego, a vergonha que sentia de si mesmo.
Nesse momento, o trem chegou na estação de Terry, e quando ele ia saindo, voltou-se e ouviu o velho convidar o bêbado a sentar-se junto dele e contar-lhe tudo, e viu o bêbado arriar no banco, a cabeça no colo do velho.
Isso é brilhantismo emocional!
terça-feira, 1 de julho de 2014
Jóias Devolvidas
Narra uma antiga lenda árabe, que um Rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.
Certa vez, por imperativos da religião, o Rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o Rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. A esposa lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
Ela, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:
- Deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou:
- O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!
O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?
- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!... Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!
E o Rabi respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Iremos juntos devolvê-las, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.
O Rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.
Os filhos são quais jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que os ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de auxiliá-los no cultivo das mais nobres virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-los a Deus, que possam estar ainda mais belos e mais valiosos.
Certa vez, por imperativos da religião, o Rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o Rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. A esposa lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
Ela, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:
- Deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou:
- O que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!
O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?
- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!... Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!
E o Rabi respondeu com firmeza:
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo! Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Iremos juntos devolvê-las, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos. Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.
O Rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.
Os filhos são quais jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que os ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de auxiliá-los no cultivo das mais nobres virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-los a Deus, que possam estar ainda mais belos e mais valiosos.
domingo, 6 de outubro de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Vida e experiência & crescimento - metáfora do Mandarim
A maneira mais segura de revelar o caráter de uma pessoa não é pela adversidade, e sim dando-lhe poder.
Abraham Lincoln (presidente dos Estados Unidos, 1809-1865)
Verdade, verdadinha. Ao ler os emails recebidos hoje de manhã, lembrei imediatamente desta frase e da metáfora do Mandarim.
Um dia um homem recebeu a notícia de que acabara de ser nomeado mandarim.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve.
- Serei um grande homem agora - disse a um amigo. - Preciso de roupas novas imediatamente, roupas que façam jus à minha nova posição na vida.
- Conheço o alfaiate perfeito para você - disse o amigo. - É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar o endereço.
E o novo mandarim foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou as suas medidas. Depois de guardar a fita métrica, o homem disse:
- Há mais uma informação que preciso Ter. Há quanto tempo o senhor é mandarim?
- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu manto? - perguntou o cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter essa informação, senhor. É que mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a parte de trás.
Anos mais tarde, quando está ocupado com seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam sensato, e ele olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito a seguir, aí então eu costuro o manto de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento.
E mais tarde, depois que seu corpo está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.
"Portanto, tenho que saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente apropriadamente."
O novo mandarim saiu da loja pensando menos no manto e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.
Do livro: O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral (pág. 650/651)
William J. Bennett - Editora Nova Fronteira
Abraham Lincoln (presidente dos Estados Unidos, 1809-1865)
Verdade, verdadinha. Ao ler os emails recebidos hoje de manhã, lembrei imediatamente desta frase e da metáfora do Mandarim.
Um dia um homem recebeu a notícia de que acabara de ser nomeado mandarim.
Ficou tão eufórico que quase não se conteve.
- Serei um grande homem agora - disse a um amigo. - Preciso de roupas novas imediatamente, roupas que façam jus à minha nova posição na vida.
- Conheço o alfaiate perfeito para você - disse o amigo. - É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar o endereço.
E o novo mandarim foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou as suas medidas. Depois de guardar a fita métrica, o homem disse:
- Há mais uma informação que preciso Ter. Há quanto tempo o senhor é mandarim?
- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu manto? - perguntou o cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter essa informação, senhor. É que mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a parte de trás.
Anos mais tarde, quando está ocupado com seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam sensato, e ele olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito a seguir, aí então eu costuro o manto de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento.
E mais tarde, depois que seu corpo está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o manto de forma que as costas fiquem mais longas que a frente.
"Portanto, tenho que saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente apropriadamente."
O novo mandarim saiu da loja pensando menos no manto e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.
Do livro: O Livro das Virtudes II - O Compasso Moral (pág. 650/651)
William J. Bennett - Editora Nova Fronteira
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Caminho
Recebi do meu jovem amigo Cesar. Lindo!
Passarei por este caminho apenas uma vez; por isso, todas as coisas positivas que possa fazer, todos os actos de bondade que possa demonstrar, devo fazê-los agora. Não os devo odiar, ou negligenciar, porque não voltarei a passar por este caminho."
O nosso caminho é longo cá na terra e seria tentador mudar a nossa natureza de cada vez que nos infligem com actos de maldade e muitas dessas vezes pagar na mesma moeda, mas assim o nosso mundo seria terrível.
Optemos então por deixar um rasto de bondade.
Passarei por este caminho apenas uma vez; por isso, todas as coisas positivas que possa fazer, todos os actos de bondade que possa demonstrar, devo fazê-los agora. Não os devo odiar, ou negligenciar, porque não voltarei a passar por este caminho."
O nosso caminho é longo cá na terra e seria tentador mudar a nossa natureza de cada vez que nos infligem com actos de maldade e muitas dessas vezes pagar na mesma moeda, mas assim o nosso mundo seria terrível.
Optemos então por deixar um rasto de bondade.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
"Podemos dizer a mesma coisa de formas diferentes."
"Podemos dizer a mesma coisa de formas diferentes."
Tamerlão, o Coxo, poderoso rei assírio do século XIII, era um soberano muito cheio de si e consciente das deferências de que se julgava credor por parte de todos os súditos. Ele tinha uma particularidade física notável: um grande e monstruoso nariz, o que muito o aborrecia. Por isso, jamais tinha se deixado retratar.
Quando, porém, já idoso, seu filho e sucessor, preocupado com a possível ausência do retrato do pai na galeria real, tanto insistiu que conseguiu dele a anuência para retratá-lo.
O monarca estabeleceu uma condição: só aceitaria o retrato, como sua estampa oficial, se encontrasse um artista que o pintasse a contento. E os artistas que tripudiassem sua imagem, seriam executados, conforme a tradição do Reino, na forca.
Aceita a condição, mensagens foram espalhadas por todo o Reino, convocando os artistas para a importante e perigosa tarefa. Não obstante os riscos, três se apresentaram, para tentar o que seria a suprema obra de sua vida e ganhar assim fama, reconhecimento e muitas moedas de ouro. Justamente os três melhores mestres da arte pictórica do Reino se apresentaram para o comedido.
O primeiro retratou o monarca tal e qual, com o narigão enorme e tudo. O rei, vendo o quadro acabado, embora admirando o gênio artístico, enfureceu-se com a figura horrenda e mandou enforcar o infeliz artista.
A franqueza rude, contundente, que não hesita em expor toda a realidade dos fatos, doa a quem doer, acabou condenando o primeiro artista. Pessoas com essa atitude podem revelar o mérito da coragem e do desinteresse, mas tiram nota zero em relações humanas.
Veio o segundo e, temeroso, pintou o rei fielmente, com exceção do aberrante apêndice nasal, em cujo lugar colocou irrepreensível narizinho. O soberano, sentindo-se ridicularizado, assinou igualmente a pena capital do segundo, sem comiseração.
Isso se chama "hipocrisia interesseira" e pode revelar inteligência e engenhosidade para distorcer os fatos, a fim de agradar aqueles a quem desejam conquistar.
Chegou a vez do terceiro artista, o qual habilidoso, conhecendo a paixão do rei pela caça, retratou-o a segurar um arco e a atirar numa raposa. E o antebraço na arma tapava-lhe justamente o nariz. Vendo o resultado do trabalho, o monarca sorriu satisfeito e recompensou-o generosamente.
Esta é a essência da verdade construtiva, evidenciando o que é útil, edificante e elegante, e, omitindo sutilmente os aspectos menos agradáveis da vida do próximo.
Códigos da Vida
Legrand
Editora Soler
Tamerlão, o Coxo, poderoso rei assírio do século XIII, era um soberano muito cheio de si e consciente das deferências de que se julgava credor por parte de todos os súditos. Ele tinha uma particularidade física notável: um grande e monstruoso nariz, o que muito o aborrecia. Por isso, jamais tinha se deixado retratar.
Quando, porém, já idoso, seu filho e sucessor, preocupado com a possível ausência do retrato do pai na galeria real, tanto insistiu que conseguiu dele a anuência para retratá-lo.
O monarca estabeleceu uma condição: só aceitaria o retrato, como sua estampa oficial, se encontrasse um artista que o pintasse a contento. E os artistas que tripudiassem sua imagem, seriam executados, conforme a tradição do Reino, na forca.
Aceita a condição, mensagens foram espalhadas por todo o Reino, convocando os artistas para a importante e perigosa tarefa. Não obstante os riscos, três se apresentaram, para tentar o que seria a suprema obra de sua vida e ganhar assim fama, reconhecimento e muitas moedas de ouro. Justamente os três melhores mestres da arte pictórica do Reino se apresentaram para o comedido.
O primeiro retratou o monarca tal e qual, com o narigão enorme e tudo. O rei, vendo o quadro acabado, embora admirando o gênio artístico, enfureceu-se com a figura horrenda e mandou enforcar o infeliz artista.
A franqueza rude, contundente, que não hesita em expor toda a realidade dos fatos, doa a quem doer, acabou condenando o primeiro artista. Pessoas com essa atitude podem revelar o mérito da coragem e do desinteresse, mas tiram nota zero em relações humanas.
Veio o segundo e, temeroso, pintou o rei fielmente, com exceção do aberrante apêndice nasal, em cujo lugar colocou irrepreensível narizinho. O soberano, sentindo-se ridicularizado, assinou igualmente a pena capital do segundo, sem comiseração.
Isso se chama "hipocrisia interesseira" e pode revelar inteligência e engenhosidade para distorcer os fatos, a fim de agradar aqueles a quem desejam conquistar.
Chegou a vez do terceiro artista, o qual habilidoso, conhecendo a paixão do rei pela caça, retratou-o a segurar um arco e a atirar numa raposa. E o antebraço na arma tapava-lhe justamente o nariz. Vendo o resultado do trabalho, o monarca sorriu satisfeito e recompensou-o generosamente.
Esta é a essência da verdade construtiva, evidenciando o que é útil, edificante e elegante, e, omitindo sutilmente os aspectos menos agradáveis da vida do próximo.
Códigos da Vida
Legrand
Editora Soler
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O Poder das Palavras
Um orador fala do poder do pensamento positivo e das palavras.
Um participante levanta a mo e diz:
"No porque eu vou dizer felicidade, felicidade, felicidade! que me irei sentir melhor e no porque eu vou dizer desgraa, desgraa, desgraa! que me irei sentir menos bem: no so mais que palavras. As palavras so isso mesmo, sem poder..."
O orador responde:
"Cale-se, seu idiota, incapaz de compreender o que quer que seja!"
O participante est paralisado, ele muda de cor e prepara-se para replicar agressivamente: "Voc, espcie de..."
O orador levanta a mo: "Peo que me desculpe. Eu no quero magoar. Peo que aceite as minhas sinceras desculpas."
O participante acalma-se.
Os outros participantes murmuram e h agitao na sala.
O orador intervm:
"Tm a resposta questo que puseram: algumas palavras desencadeiam dentro de voces raiva e clera. Outras acalmam. Compreendem melhor o poder das palavras?"
Um participante levanta a mo e diz:
"No porque eu vou dizer felicidade, felicidade, felicidade! que me irei sentir melhor e no porque eu vou dizer desgraa, desgraa, desgraa! que me irei sentir menos bem: no so mais que palavras. As palavras so isso mesmo, sem poder..."
O orador responde:
"Cale-se, seu idiota, incapaz de compreender o que quer que seja!"
O participante est paralisado, ele muda de cor e prepara-se para replicar agressivamente: "Voc, espcie de..."
O orador levanta a mo: "Peo que me desculpe. Eu no quero magoar. Peo que aceite as minhas sinceras desculpas."
O participante acalma-se.
Os outros participantes murmuram e h agitao na sala.
O orador intervm:
"Tm a resposta questo que puseram: algumas palavras desencadeiam dentro de voces raiva e clera. Outras acalmam. Compreendem melhor o poder das palavras?"
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O convívio
Um membro de um determinado grupo ao qual prestava
serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas
atividades.
Após algumas semanas, o líder daquele grupo
decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem
em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante
e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu
as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da
lareira e ficou quieto, esperando.
O líder acomodou-se confortavelmente no local
indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas
contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou
as brasas que se formaram. Cuidadosamente selecionou uma delas, a mais
incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a
sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo,
fascinado e quieto. Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até
que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco
tempo o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um
negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de
fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.
Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
- Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe!
domingo, 6 de maio de 2012
Humildade
Era uma vez um jovem. Ele sabia que, se se tornasse humilde,
seria uma pessoa melhor, mais feliz e mais conectada a Deus e ao
sagrado.
Um dia, esse jovem foi a um mosteiro e perguntou a um velho sábio que lá vivia:
- Sábio, o que devo fazer para me tornar uma pessoa humilde?
- Se quiser realmente encontrar essa resposta, deve ir ao cemitério e criticar os mortos – disse-lhe o sábio.
Sem questionar, o jovem foi ao cemitério e pôs-se a criticar os mortos.
Depois, voltou à presença do sábio, que lhe disse:
- O que os mortos fizeram diante de suas críticas?
- Nada. Não aconteceu absolutamente nada enquanto eu os criticava – respondeu o jovem.
- Muito bom – disse o sábio. - Agora você deve voltar ao cemitério e elogiá-los bastante.
Novamente, seguindo a orientação do sábio, o jovem foi ao cemitério e passou várias horas elogiando os mortos.
Depois, voltou à presença do sábio, que lhe perguntou:
- O que os mortos fizeram diante de seus elogios?
- Nada. Não aconteceu absolutamente nada enquanto eu os elogiava – respondeu o jovem.
Então, o sábio disse-lhe:
-
Se quiser ser um homem humilde, vai precisar aprender a reagir como os
mortos reagiram aos elogios e às críticas que você lhes fez.
Ou
seja, deve manter-se indiferente perante elogios ou críticas, mantendo,
porém, a capacidade de perceber a verdade que pode existir na crítica
sem deixar que isso lhe traga sofrimento.
Autor desconhecido
Do livro: Valores Humanos – a revolução necessária
terça-feira, 17 de abril de 2012
As diversas formas de ver a mesma situação
Certa vez, cinco alunos foram submetidos a
uma experiência curiosa. Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para
perto de um elefante em um circo a fim de identificarem suas
características.
O primeiro passou vagarosamente as mãos nas orelhas do bicho e falou convicto:
- “É algo espalhado, como um tapete.”
O segundo aproximou-se, esticou o braço, pegou na tromba e exclamou:
- “É uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jibóia.”
Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou, um tanto exaltado:
- “Isto não é um animal, é um tronco de árvore.”
O quarto aluno apalpou por várias vezes uma das presas e disse:
- “Ah! Isto não é um tronco, mas sim uma lança muito pontiaguda.”
O quinto e último, por sua vez, exclamou com segurança tocando o rabo do animal:
- “Definitivamente isto é apenas uma corda muito fina!”
E por não entrarem num acordo, os alunos começaram uma discussão acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as próprias mãos e, por esse motivo, cada um tinha seu próprio ponto de vista.
Para acalmar os ânimos, o professor falou com firmeza:
“Cada um de vocês está certo, mas cada um está errado também. Todos querem defender o seu ponto de vista, mas não querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade.”
Ato contínuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opiniões tinham seus fundamentos.
Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na vivência diária, é resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro. Todos querem ter razão, sem abrir mão da sua verdade.
No entanto, tudo seria mais fácil se admitíssemos a possibilidade de o outro estar certo. As pessoas são individualidades que trazem consigo possibilidades muito próprias no entendimento de coisas e situações.
Por essa razão não podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.
Se todos compreendêssemos esses detalhes importantes nos relacionamentos, certamente evitaríamos grande parcela de dissabores e discussões inúteis!
Todas as flores são flores, mas o gerânio não tem as características do cravo e nem a rosa as da violeta.
Todos os frutos são frutos, mas a laranja não guarda semelhança com a pera.
Além disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto não amadurece fora da época prevista.
Assim também é com as criaturas.
Cada pessoa respira em faixa diversa de evolução.
É justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como nós, entretanto, é caridade não violentar a cabeça daqueles que não comungam das nossas idéias.
O primeiro passou vagarosamente as mãos nas orelhas do bicho e falou convicto:
- “É algo espalhado, como um tapete.”
O segundo aproximou-se, esticou o braço, pegou na tromba e exclamou:
- “É uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jibóia.”
Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou, um tanto exaltado:
- “Isto não é um animal, é um tronco de árvore.”
O quarto aluno apalpou por várias vezes uma das presas e disse:
- “Ah! Isto não é um tronco, mas sim uma lança muito pontiaguda.”
O quinto e último, por sua vez, exclamou com segurança tocando o rabo do animal:
- “Definitivamente isto é apenas uma corda muito fina!”
E por não entrarem num acordo, os alunos começaram uma discussão acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as próprias mãos e, por esse motivo, cada um tinha seu próprio ponto de vista.
Para acalmar os ânimos, o professor falou com firmeza:
“Cada um de vocês está certo, mas cada um está errado também. Todos querem defender o seu ponto de vista, mas não querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade.”
Ato contínuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opiniões tinham seus fundamentos.
Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na vivência diária, é resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro. Todos querem ter razão, sem abrir mão da sua verdade.
No entanto, tudo seria mais fácil se admitíssemos a possibilidade de o outro estar certo. As pessoas são individualidades que trazem consigo possibilidades muito próprias no entendimento de coisas e situações.
Por essa razão não podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.
Se todos compreendêssemos esses detalhes importantes nos relacionamentos, certamente evitaríamos grande parcela de dissabores e discussões inúteis!
Todas as flores são flores, mas o gerânio não tem as características do cravo e nem a rosa as da violeta.
Todos os frutos são frutos, mas a laranja não guarda semelhança com a pera.
Além disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto não amadurece fora da época prevista.
Assim também é com as criaturas.
Cada pessoa respira em faixa diversa de evolução.
É justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como nós, entretanto, é caridade não violentar a cabeça daqueles que não comungam das nossas idéias.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
A Árvore dos desejos
Uma vez um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no
Paraíso. No conceito indiano de Paraíso, existe a árvore dos desejos.
Você simplesmente senta debaixo dela, deseja qualquer coisa e
imediatamente seu desejo é realizado - não há intervalo entre o desejo e
sua realização.
O homem estava cansado, e pegou no sono sob a
árvore dos desejos. Quando despertou, estava com muita fome, então
disse: "Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de
qualquer lugar."
Imediatamente apareceu comida vinda do nada -
simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar. Ele estava tão
faminto que não prestou atenção de onde a comida viera. Começou a comer
imediatamente e a comida era tão deliciosa... Depois, a fome tendo
desaparecido, olhou à sua volta. Agora estava satisfeito. Outro
pensamento surgiu em sua mente: "Se ao menos eu conseguisse algo para
beber..."
Como não há proibições no Paraíso, imediatamente
apareceu um excelente vinho. Bebendo vinho relaxadamente na brisa fresca
do lugar, sob a sombra da árvore, começou a pensar: "O que está
acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao
meu redor zombando comigo?"
E os espíritos apareceram, e eram
ferozes, horríveis, nauseantes. Ele começou a tremer e um pensamento
surgiu em sua mente: "Agora vou ser assassinado, com certeza!!!!"
Conforme seu desejo, foi o que aconteceu.
Esta
é uma antiga parábola e de imenso significado. Sua mente é a arvore dos
desejos - o que você pensa mais cedo ou mais tarde se realiza. Às vezes
o intervalo é tão grande que você se esquece completamente que, de
alguma forma, desejou aquilo; então, não faz ligação com a fonte. Mas se
olharmos profundamente, perceberemos que todos os nossos pensamentos,
medos e receios estão formando nossas vidas. Eles criam nosso Inferno ou
criam nosso Paraíso. Criam nossos tormentos, ou criam nossas alegrias.
Eles criam o negativo ou criam o positivo. Todos aqui são mágicos. E
todos estão fiando e tecendo um mundo mágico ao seu redor, e aí são
apanhados.
A própria aranha é pega em sua própria teia. Ninguém o
está torturando a não ser você mesmo. E uma vez que isso seja
compreendido, mudanças começam a acontecer. Então você pode dar a volta,
pode transformar seu Inferno em Paraíso; é simplesmente uma questão de
pintá-lo a partir de um ângulo diferente. Seu Paraíso depende de VOCÊ!!!
terça-feira, 3 de abril de 2012
Atitude é tudo
'Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia , olhou no espelho e
percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça.
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente
dois fios de cabelo na cabeça.
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha
apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia
um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo".
ATITUDE É TUDO!
- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente
dois fios de cabelo na cabeça.
- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.
Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha
apenas um fio de cabelo na cabeça.
- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.
Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia
um único fio de cabelo na cabeça.
- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo".
ATITUDE É TUDO!
sábado, 3 de março de 2012
Competição saudável
Reflexão sobre como lidar com as situações emocionais:
Sónia ia casar. A sua mãe
encontrara o vestido perfeito para usar no casamento e seria a mais bem vestida mãe de noiva jamais vista!
Uma semana depois, JSónia soube que a nova e jovem esposa de seu pai tinha comprado o mesmo vestido que a sua mãe.
Sónia então pediu para a nova e jovem esposa de seu pai para trocá-lo, mas ela se recusou:
Sónia então pediu para a nova e jovem esposa de seu pai para trocá-lo, mas ela se recusou:
- “De modo algum, eu fico linda neste
vestido e vou usá-lo”, foi a resposta dada à Sónia.
Sem alternativa, Sónia então contou para a mãe, que ouviu a notícia muito tranquila:
-”Não se incomode, filha, eu compro
outro vestido. Afinal,é o seu dia”.
Alguns dias depois as duas saíram para as compras e a mãe comprou outro lindo vestido para usar no casamento da filha.
Quando pararam para almoçar, Sónia perguntou:
- “Mãe, você não vai trocar aquele vestido? Afinal,
você não terá outra ocasião para usá-lo nos próximos dias”.
A mãe sorriu e respondeu:
- “Claro que tenho querida... Vou usá-lo no jantar, na noite anterior à cerimónia do
seu casamento".quinta-feira, 28 de julho de 2011
O perigo da pré-suposição
Ontem atendi muitas pessoas com a dificuldade de viver com os dados da realidade. Nada é mesmo por acaso, porém temos que ter uma dose sensata.
Não podemos supor que sabemos tudo, que tudo que acontece é premeditado pelo outro.
Há pessoas que supõem tudo, certo ou errado, mas estão o tempo todo a supor que o outro pensa isto, que se a pessoa disse isto é porque estava já a pensar naquilo e, com isto perdem a beleza de alguns momentos da vida.
E, mais, há pessoas que confundem este hábito de pressupor com beleza da intuição. Intuir não é fazer filmes mentais.
Deixo aqui esta metáfora que é interessante para quem tem o hábito de pensar que sabe tudo e pode pressupor a vontadinha.
Abriu a porta e viu uma pessoa amiga que há muito não via. Estranhou que ele viesse acompanhado de um cão. Cão forte, saltitante e com ar agressivo. Cumprimentou o amigo efusivamente.
- Quanto tempo!
- Quanto tempo – ecoou o outro.
O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro. Logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa. O dono da casa encompridou as orelhas. O amigo visitante, porém, nada comentou.
- A última vez que nos vimos foi em... e a conversa continuava animada.
O cão passou pela sala, entrou no quarto, e novo barulho, desta vez de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante.
- Há um tempo atrás encontrei com... você se lembra dele?
O cão saltou sobre um móvel, derrubou um objecto, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime. Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber, sem saber exactamente o que deviam fazer.
Por fim, o visitante despediu-se e já ia saindo quando o dono da casa perguntou:
- Não vai levar o seu cão?
- Cão? Ah, cão! Não é meu não. Quando eu entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu.
Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish
Não podemos supor que sabemos tudo, que tudo que acontece é premeditado pelo outro.
Há pessoas que supõem tudo, certo ou errado, mas estão o tempo todo a supor que o outro pensa isto, que se a pessoa disse isto é porque estava já a pensar naquilo e, com isto perdem a beleza de alguns momentos da vida.
E, mais, há pessoas que confundem este hábito de pressupor com beleza da intuição. Intuir não é fazer filmes mentais.
Deixo aqui esta metáfora que é interessante para quem tem o hábito de pensar que sabe tudo e pode pressupor a vontadinha.
Abriu a porta e viu uma pessoa amiga que há muito não via. Estranhou que ele viesse acompanhado de um cão. Cão forte, saltitante e com ar agressivo. Cumprimentou o amigo efusivamente.
- Quanto tempo!
- Quanto tempo – ecoou o outro.
O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro. Logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa. O dono da casa encompridou as orelhas. O amigo visitante, porém, nada comentou.
- A última vez que nos vimos foi em... e a conversa continuava animada.
O cão passou pela sala, entrou no quarto, e novo barulho, desta vez de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante.
- Há um tempo atrás encontrei com... você se lembra dele?
O cão saltou sobre um móvel, derrubou um objecto, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime. Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber, sem saber exactamente o que deviam fazer.
Por fim, o visitante despediu-se e já ia saindo quando o dono da casa perguntou:
- Não vai levar o seu cão?
- Cão? Ah, cão! Não é meu não. Quando eu entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu.
Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Mudar a mim mesmo
Um homem recebeu, certa vez, a visita de alguns amigos.
-"Gostaríamos muito que nos ensinasse aquilo que aprendeste todos esses anos", disse um deles.
-"Estou velho", respondeu o homem.
-"Velho e sábio", disse outro.
-"Afinal de contas, sempre te vimos rezando durante todo esse tempo.
-O que conversas com Deus?
-Quais são as coisas importantes que devemos pedir?"
O homem sorriu.
-"No começo, eu tinha o fervor da juventude, que acreditava no impossível. Então, eu me ajoelhava diante de Deus e pedia para que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, vi que era uma tarefa além das minhas forças. Então, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a mudar o que estava à minha volta."
-"Nesse caso, podemos garantir que parte de seu desejo foi atendido", disse um dos amigos. "Seu exemplo serviu para ajudar muita gente."
-"Ajudei muita gente com meu exemplo. Mesmo assim, sabia que não era a oração perfeita. Só agora, no final da minha vida, é que entendi o pedido que devia ter feito desde o início."
-"E qual é este pedido?"
-"Que eu fosse capaz de mudar a mim mesmo."
-"Gostaríamos muito que nos ensinasse aquilo que aprendeste todos esses anos", disse um deles.
-"Estou velho", respondeu o homem.
-"Velho e sábio", disse outro.
-"Afinal de contas, sempre te vimos rezando durante todo esse tempo.
-O que conversas com Deus?
-Quais são as coisas importantes que devemos pedir?"
O homem sorriu.
-"No começo, eu tinha o fervor da juventude, que acreditava no impossível. Então, eu me ajoelhava diante de Deus e pedia para que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, vi que era uma tarefa além das minhas forças. Então, comecei a pedir a Deus que me ajudasse a mudar o que estava à minha volta."
-"Nesse caso, podemos garantir que parte de seu desejo foi atendido", disse um dos amigos. "Seu exemplo serviu para ajudar muita gente."
-"Ajudei muita gente com meu exemplo. Mesmo assim, sabia que não era a oração perfeita. Só agora, no final da minha vida, é que entendi o pedido que devia ter feito desde o início."
-"E qual é este pedido?"
-"Que eu fosse capaz de mudar a mim mesmo."
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Metáfora da enchente
Metáfora da enchente
Certo dia, um homem recebeu uma comunicação de Deus, dizendo que haveria uma enchente, mas que ele poderia ficar tranquilo pois seria poupado. Após alguns dias começou a chover e o homem lembrou-se da comunicação de Deus e ficou muito confiante
de que nada lhe aconteceria.
A chuva continuou intensa por vários dias, e a cidade começou a ficar cheia de água. Os moradores começaram a abandonar suas casas e chamaram o homem para ir com eles. Mas ele se negou a ir, dizendo que Deus iria salvá-lo. As águas continuaram subindo e o homem teve que ir para o andar de cima de sua casa.
Um grupo de pessoas passou com um barco, para poder salvá-lo. Mas ele novamente se negou a ir, pois Deus o salvaria. As águas continuaram subindo e o homem teve que ir para o telhado. Veio então um helicóptero para resgatá-lo. Mais uma vez ele se negou a ir com eles. Acabou morrendo.
Ao chegar ao céu, foi tirar satisfações com Deus: como Deus o deixou morrer e não o salvou como prometera?
Deus lhe respondeu que mandou ajuda três vezes para salvá-lo, mas que em todas, ele teimosamente recusou qualquer ajuda.
É importante perceber as soluções que a vida coloca ao nosso alcance.
Certo dia, um homem recebeu uma comunicação de Deus, dizendo que haveria uma enchente, mas que ele poderia ficar tranquilo pois seria poupado. Após alguns dias começou a chover e o homem lembrou-se da comunicação de Deus e ficou muito confiante
de que nada lhe aconteceria.
A chuva continuou intensa por vários dias, e a cidade começou a ficar cheia de água. Os moradores começaram a abandonar suas casas e chamaram o homem para ir com eles. Mas ele se negou a ir, dizendo que Deus iria salvá-lo. As águas continuaram subindo e o homem teve que ir para o andar de cima de sua casa.
Um grupo de pessoas passou com um barco, para poder salvá-lo. Mas ele novamente se negou a ir, pois Deus o salvaria. As águas continuaram subindo e o homem teve que ir para o telhado. Veio então um helicóptero para resgatá-lo. Mais uma vez ele se negou a ir com eles. Acabou morrendo.
Ao chegar ao céu, foi tirar satisfações com Deus: como Deus o deixou morrer e não o salvou como prometera?
Deus lhe respondeu que mandou ajuda três vezes para salvá-lo, mas que em todas, ele teimosamente recusou qualquer ajuda.
É importante perceber as soluções que a vida coloca ao nosso alcance.
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