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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

SNC, música e relaxamento

Durante muito tempo, a grande maioria das pessoas foi influenciada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, com bases no raciocínio lógico e linear deixando de lado as suas emoções, intuição, criatividade, capacidade de ousar soluções diferentes.


António Damásio, respeitado e premiado neurologista português, radicado nos Estados Unidos e com muitos trabalhos publicados, entre os quais o livro O erro de Descartes, afirma que “o ponto de partida da ciência e da filosofia deve ser anti-cartesiano: "existo (e sinto), logo penso”.

Se utilizarmos mais o hemisfério esquerdo, que é considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios guardados no hemisfério direito, como a imaginação, visualização criativa, serenidade, visão global, capacidade de síntese, facilidade de memorizar, dentre outros.

Na verdade, exercitar o hemisfério direito é muito mais simples do que se imagina. Podemos lançar mão de técnicas variadas para estimular o hemisfério direito do cérebro e procurar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso das nossas potencialidades. O nosso cérebro regula as suas actividades através de ondas eléctricas que emitem minúsculos impulsos electroquímicos de variadas frequências e são conhecidas como:

Beta, emitidas quando estamos com a mente consciente e alerta. Aumentam a frequência quando nos sentimos agitados, tensos, ansiosos, com medo ou sob stress. A frequência varia de 13 a 60 pulsações por segundo (PPS) na escala Hertz;

Alfa, quando nos encontramos em estado de relaxamento físico e mental, embora conscientes do que ocorre à nossa volta, sendo a frequência em torno de 7 a 13 (PPS);


Teta, mais ou menos de 4 a 7 (PPS), é um estado de sonolência com reduzida consciência; e


Delta, quando há inconsciência ou sono profundo emitindo entre 0,1 e 4 (PPS).

Geralmente costumamos usar o ritmo cerebral Beta. Quando diminuímos o ritmo cerebral para Alfa, colocamo-nos na condição ideal para encontrarmos solução criativa para problemas, aprendermos novas informações, guardarmos dados, elaborarmos trabalhos difíceis, aprendermos idiomas, analisarmos situações complexas.

Exercícios de relaxamento, actividades que proporcionem sensação de calma, música do estilo “new age”, o silêncio interior e exterior, os exercícios de desenho, técnicas da criatividade são recursos que têm sido fortes aliados na conquista dessa riqueza interior que possuímos sim mas que não tínhamos conhecimento dela e portanto não fazíamos bom uso dela.

O simples uso de música apropriada diminui o ritmo cerebral e também contribui para que haja equilíbrio no uso dos hemisférios cerebrais. Não precisa procurar músicas muito específicas, aquelas músicas para relaxamento, como as “new age”, surtem os mesmos efeitos.

Qualquer “enfermidade emocional” desafina o nosso Sistema Nervoso Central e a música é útil porque “afina” o SNC e colabora para o equilíbrio do organismo. As ondas sonoras são captadas pelo pavilhão auricular e chegam ao conduto auditivo e ao tímpano. As vibrações atingem o ouvido médio, onde são convertidas em impulsos nervosos. Esses impulsos viajam até o cérebro pelo nervo auditivo e são interpretados por células nervosas como SOM POSITIVO.

Na Grécia Antiga a flauta do Semideus Pã ficou famosa não só por encantar as pessoas como também porque eliminava os maus sentimentos acumulados no organismo.

A criatividade é estimulada pela música e nos conduz a um estado alterado de consciência que facilita a gestão emocional.

Esvaziar as nossas opiniões para ouvir o outro

Certa vez, o mestre japonês Nan-in concedeu uma audiência a um professor de filosofia. Ao servir o chá, Nan-in encheu a xícara de seu visitante mas continuou despejando sem parar. A certa altura, o professor não se conteve: "Pare, a xícara está mais do que cheia. Nada mais cabe aí", disse ele. Nan-in respondeu: "Como essa xícara, você também está cheio de opiniões e idéias. Como posso mostrar-lhe o zen sem que antes você esvazie a sua xícara?" Quando nossa "xícara" transborda, perdemos a noção do tamanho real do que temos pela frente.

Do livro Raízes e Asas, de Bhagwan Shree Rajneesh (Cultrix/Pensamento).

Determinação

Por pior que seja o meu dia,

a minha responsabilidade

é fazer com que “ele” termine

e não eu.

Angela Escada

Livros Publicados até agora

Olá pessoal que perguntou pelos livros publicados.
Veja em http://raridade.wordpress.com/
O livro Emoções está esgotado.
Não vamos apostar numa 2ª edição porque a cada dia descobrem-se mais coisas importnates e vale a pena apresentar aos leitores.
Provavelmente ele venha a se transformar num e-book, sem promessa de tempo limite.
Publicar postagem

Estou no caminho certo!



http://my6.statcounter.com/
Hoje de manhã ao consultar o contador do meu blog, instalado pelo meu filho Ricardo (filho da mãe babada), tive mais algumas surpresas muito interessantes.
Recebi visitas de novos países e o tema procurado foi a Inteligência Emocional, pedindo mais informações. Para mim significa que estou no caminho certo, que devo continuar a divulgar a importância das emoções na qualidade de vida, na saúde, nos relacionamentos, nas organizações...
Divulguem vocês também. Enviem as metáforas ou as reflexões para os amigos.
Vamos fazer aquele estilo de "Favores em cadeia"....passando a palavra. Um abraceijo carinhoso, Angela Escada

Perdoar faz bem para a saúde

Como Psicóloga defendo o perdão sempre. Quando perdoamos, a pessoa perdoada por vezes nem toma conhecimento do seu perdão, mas você consegue fechar uma gaveta no seu inconsciente. Esse perdão fará muito mais bem a si próprio do que ao outro.

Goste de si e por gostar tanto de si é que deve imediatamente perdoar a si e a todas as pessoas.
Acredite.....e perdoe hoje...amanhã....sempre.
Diminua a bagagem negativa da sua mente!
Recebe um abraceijo de Angela Escada














O artigo original está aqui

Congresso Coaching e PNL - Portugal

A CDRH-Consultores, Lda, vem dar a conhecer o evento que está a organizar nas áreas do Coaching e Programação Neurolinguística. eu conheço o trabalho desta dupla dinámica e que tem muita iniciativa e garra.
24 e 25 Outubro 2008
Para saber mais sobre o programa clique aqui

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Máscaras

Máscaras

Não se deixe enganar por mim.
Não se engane com as máscaras que uso,
pois eu uso máscaras que eu tenho medo de tirar, e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas não se engane.
Eu dou a impressão de que sou seguro, de que tudo está bem e em paz comigo,
que meu nome é confiança e tranquilidade;
é meu tema que as águas do mar são calmas e eu que estou no comando sem precisar de ninguém.
Mas não acredite, por favor.
Minha aparência é tranquila, mas é apenas uma aparência,
é uma máscara superficial, mas é a que sempre varia e esconde.
Por baixo não há tranquilidade, complacência ou calma.
Por baixo, está meu mal em confusão, medo e abandono.
Mas eu oculto tudo isso, pois eu não quero que ninguém veja.
Fico em pânico ante a possibilidade de que minha fraqueza
fique exposta, e é por isso que eu crio máscaras
atrás das quais eu me escondo com a fachada de quem não se deixa tocar, para me ocultar do olhar que sabe.
Mas esse olhar é justamente minha salvação. Eu sei disto.

É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei,
das barreiras que eu mesmo tão dolorosamente construo.
Mas eu não digo muito disso a você. Não sorria, tenho medo.
Tenho medo que seu olhar não seja de amor e atenção.
Tenho medo que você me menospreze, que ria de mim, me ferindo.
Tenho medo de que lá dentro do interior de mim mesmo,
eu não valha nada e que você acabe vendo e me rejeitando.
Então eu continuo a viver meus jogos, meus jogos de fingimento,
com a fachada de segurança de fora e sendo uma criança tremendo por dentro.
Com um desfile de máscaras, todas vazias, minha vida se tornou um campo de batalha.
Eu converso com você uma conversa infantil e superficial.
Digo a você tudo que não tem a menor importância e calo o que arde dentro de mim.
De forma que, não se deixe enganar por mim.
Mas por favor,
escute e tente ouvir o que eu não estou dizendo e que eu gostaria de dizer.
Eu não gosto de me esconder, honestamente eu não gosto.
Eu tampouco gosto de jogos tolos e superficiais que faço.
Eu gostaria mesmo era de ser genuíno,
espontâneo, eu mesmo, e você tem que me ajudar, segurando a minha mão,
mesmo que quando esta for a última coisa que eu aparentemente necessitar.
Cada vez que você me ajuda, um par de asas nasce no meu coração.
Asas pequenas e frágeis, mas asas.
Com sua sensibilidade, afecto e compreensão, eu me torno capaz.
Você me transmite vida. Não vai ser fácil para você.
A ideia de que eu não valho nada vem de muito tempo e criou muros fortes.
Mas o amor é mais forte que os muros, e aí está a minha esperança.
Por favor ajude-me a destruir esses muros, com mãos fortes, mas gentis,
pois uma criança é muito sensível e eu sou uma criança.
E agora, você gostaria de perguntar quem sou eu?
Eu sou uma pessoa que você conhece muito bem.
Eu sou todo homem, toda mulher, toda criança, todo ser humano que você encontra.

Do livro: “Quem sou eu” de Alice Girotto