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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tempo de Esperança

Tempo de Esperança

Natal é tempo...
de dar um toque na vida com as cores da esperança,
da fé, da paz e do amor.
Também é tempo de preparar,
em nosso coração e em nosso lar,
um espaço para acolher
as sublimes lições da Sagrada Família de Nazaré
e aceitar as inevitáveis surpresas da vida.

Natal é tempo...
de olhar para o céu,
encantarmo-nos com a luz das estrelas
e seguir a estrela-guia.
É tempo abençoado de dar mais atenção
à criança que mora em cada um de nós
e às que encontramos em nosso peregrinar,
à procura do caminho que nos leva ao Deus-Menino.

Natal é tempo...
de mais uma vez ouvir, acolher
e repetir a mensagem alegre dos Anjos de Deus.
É tempo de acalentar sonhos de harmonia e paz e,
olhando para os “anjos aqui na Terra”,
dar a nossa contribuição,
para tornar este nosso espaço
um pouco mais parecido com o Céu.

Natal é tempo...
de contemplar o Menino Jesus e Sua Mãe
e envolvermo-nos em silêncio orante.
É tempo de agradecer as manifestações de Deus
e deixarmo-nos extasiar por esse Divino Amor que,
na fragilidade de uma Criança, nos braços de Maria,
veio iluminar nossa fé.

Natal é tempo...
de olhar para o mundo, alimentar a chama do amor
e apreciar o milagre da vida.
É tempo de seguir com atenção
e humildade os passos dos pastores
e os daqueles que têm coração simples e,
em gestos de ternura,
sintonizar mentes e aconchegar corações.

Natal é tempo...
de pensar no irmão próximo e distante
e de colaborar para o renascer do amor.
É tempo de, amorosamente, recompor a vida,
perdoar e abraçar, com a ternura
e a misericórdia do Coração de Deus,
os registros de nossa infância e dos anos que já vivemos.

Na jubilosa esperança do Natal de Jesus Cristo,
estejamos atentos para perceber
e realizar o bem que estiver ao nosso alcance
e sermos um compreensível eco da mensagem de paz
daquela noite em que, gerado por obra do Espírito Santo,
de Maria nasceu o Salvador.


Irª Zuleides Andrade

Natal - Pedro Valdoy

Natal
Pedro Valdoy

Passeio pelo tempo

com meus passos lentos

no deserto da ilusão

e perdi-me na humanidade

Senti o arrefecimento

dos dias

a frieza da humanidade

enquanto o gelo rodeava meu corpo

Ouvi ao longe

o triste toque dos sinos

e disseram-me que era Natal

mas minha alma estava gelada

com tanta miséria

tanta ingratidão

com crianças a chorarem

sem carinho

Meu Deus onde estás?

com este maldito país

com sacos de corrupção

carros luxuosos

Valerá a pena

celebrar o Natal

com os pobres a arrastarem-se

cobertos de fome?

Não não posso

assim não quero o Natal

Ouço o choro de

crianças com roupitas rotas

Natais destes

digo não não e não

e meto-me na cama

e adormecerei para outro Natal.

Natal e o perdão

Sempre que duas pessoas se perdoam mutuamente,
é Natal.

Sempre que você mostra compreensão
para com seus filhos,
é Natal.

Sempre que você ajuda a alguém,
é Natal.

Sempre que alguém se decide a viver honestamente,
é Natal.

Sempre que nasce uma criança,
é Natal.

Sempre que você experimentar dar à
tua vida um novo sentido,
é Natal.

Sempre que você se olha com os olhos do "coração",
com um sorriso nos lábios
é Natal,
pois nasceu o Amor,
pois nasceu a Paz,
pois nasceu a Justiça
pois nasceu a Esperança,
pois nasceu a Alegria.


Uma flor no Natal

Natal

"É Natal e eu queria lhe dar uma flor,
mas tão frágil é a flor,
que amanhã já nada restaria desse gesto de ternura...

É Natal e eu queria lhe dar um punhado de espuma,
a mais branca que o mar espalhasse na areia,
mas tão frágil é a espuma,
que antes que a onda voltasse ao mar,
já nada restaria desse gesto de ternura...

É Natal e eu queria lhe dar uma estrela,
mas tão frágeis são as minhas mãos,
que não puderam transpor
a distância entre o céu e a terra.

E então rezo para que faça de flores
e de espumas o caminho por onde você
tenha que seguir para alcançar
a estrela que eu não pude lhe dar."
FELIZ NATAL!!!
Com muito amor e carinho...

A promessa de Natal

A Promessa de Natal

Vi um caminhão cheio de árvores de Natal e cada uma tinha uma história para contar. O motorista colocou-as em fila e ficou à espera que as pessoas as viessem comprar. Pendurou umas luzinhas brilhantes e uma placa em que se podia ler:

"ARVORES DE NATAL PARA VENDER"

Quando o homem se servia de chocolate quente duma garrafa térmica fumegante, uma mãe, um pai e um menino pararam o carro apressados e começaram a procurar a árvore mais bonita de todas.
O rapazinho ia à frente e com um olhar reluzente, exclamou:
- Elas têm cheiro de Natal, mãe! Sinto o cheiro de Natal em todo o lado. Vamos comprar uma árvore de quilometros de altura. A maior que pudermos encontrar. Uma árvore que chegue ao teto e nem dê para carregar. Uma árvore tão grande que até mesmo o Pai Natal, quando olhar, se admire e diga: "Esta é a árvore mais bela que já vi neste Natal!"
Para achar o pinheirinho perfeito procuraram com muito cuidado. Aqui e ali, e até mais de uma vez, o pai examinou e balançou mais de seis.
- Mãe, mãe, encontrei, encontrei o pinheirinho de que mais gostei! Tem um raminho partido, mas pode ficar disfarçado. Do anjinho da avó tiraremos o pó e lá no alto ficará a guardar-nos.
Podemos comprá-la? Por favor, por favor! - pediu com fervor.
- Que tal um chocolate quente? - perguntou o vendedor indulgente, enquanto abria o termo para aquela gente. - Isto sim vai aquecer o ambiente!
E em três pequenos copos de papel serviu o chocolate. Brindavam, esperançosos, a mais um Feliz Natal.
- Escolheste muito bem. Este é realmente o melhor pinheirinho. Feliz Natal! – disse o homem, amarrando o pinheiro com um cordão.
Mas o rapazinho estava triste porque o preço era alto demais para o que o pai podia pagar. Foi então que o vendedor lhe fez uma proposta:
- A árvore é tua com uma condição: tens de manter uma promessa. Na noite de Natal, quando te fores deitar e rezar, promete guardar no teu coraçãozinho o encanto do Dia de Natal! E agora corre para casa, senão este vento gelado as tuas bochechas vai queimar.
E assim foi, com o vento zunindo, durante toda a noite gelada. O bom homem ofereceu árvore, após árvore, após árvore. Com cada pessoa que apareceu brindou com o chocolate quente.
E quem jurou manter a promessa de guardar no coração o encanto do Natal, saiu na noite contente, cantando canções alegremente. Quando tudo acabou só uma árvore restou. Mas ninguém estava lá para esta árvore adotar. Então, o homem vestiu o seu grosso casacão e partiu para a floresta com a última árvore da festa. Deixou o pinheirinho perto de um pequeno riacho, para que as criaturas sem casa pudessem fazer dela a sua morada.
E sorria enquanto tirava os flocos de neve que na sua barba encontrava. Foi então que por detrás de um arbusto uma rena quase lhe pregou um susto. Olhou para ela e sorriu. Fazendo uma festinha na grande criatura, pensou com brandura: "Parece que o Natal chegou novamente! Ainda temos muito chão e muitas coisas para fazer! Vamos para casa, amiga, trabalhar neste Natal que vai começar.”
Olhou para o céu, ouviu os sinos a tocar e, num pestanejar, já lá não estava o vendedor.

Fonte: Terra do Nunca – Ano 3 nº 201 Dez00 – História de Howard D. Fencel