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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma árvore de Natal bem diferente

Segurança para os filhos na Internet

A todos os pais, adolescentes e demais. Para ler, divulgar e pensar muito bem no assunto - Vale a pena ler...
Após deixar os livros no sofá ela decidiu lanchar e entrar online.
Assim, ligou-se com o seu nome de código (nick): Docinho14.
Procurou na sua lista de amigos e viu que Meteoro123 estava ligado.
Enviou-lhe uma mensagem instantânea:
Doçinho14: Oix. Que sorte estares aí! Pensei que alguém me seguia na Rua hoje. Foi mesmo esquisito!
Meteoro123: Lol. Vês muita TV. Por que razão alguém te seguiria? Não moras num local seguro da cidade?
Docinho14; Com certeza. Lol. Acho que imaginei isso porque não vi ninguém quando me virei.
Meteoro123: A menos que tenhas dado o teu nome online. Não fizeste isso, pois não?
Docinho14: Claro que não. Não sou idiota, já sabes.
Meteoro123: Jogaste vólei depois das aulas, hoje?
Docinho14: Sim e ganhamos!
Meteoro123: Óptimo! Contra quem?
Docinho14: Contra as Vespas do Colégio da Sagrada Família. LOL. Os uniformes Delas são um nojo! Pareciam abelhas. LOL
Meteoro123: Como se chama a tua equipa?
Docinho14: Somos os Gatos de Botas. Temos garras de tigres nos uniformes. São impecáveis.
Meteoro123: Jogas ao ataque?
Docinho14: Não, jogo à defesa. Olha: tenho que ir. Tenho que fazer os TPC antes que cheguem os meus pais. Xau!
Meteoro123: Falamos mais tarde. Xau.
Entretanto, Meteoro123 foi à lista de contactos e começou a pesquisar sobre o Perfil dela.
Quando apareceu, copiou-o e imprimiu-o.
Pegou na caneta e anotou o que sabia de Docinho até agora.
Seu nome: Susana aniversário: Janeiro 3, 1993. Idade.: 13. Cidade onde vive: Porto.
Passatempos: vólei, inglês, natação e passear pelas lojas.
Além desta informação sabia que vivia no centro da cidade porque lho tinha contado recentemente.
Sabia que estava sozinha até às 6.30 todas as tardes até que os pais voltassem do trabalho.
Sabia que jogava vólei às quintas-feiras de tarde com a equipa do colégio, os Gatos de Botas. O seu número favorito, o 4, estava estampado na sua camisola.
Sabia que estava no oitavo ano no colégio da Imaculada Conceição. Ela tinha contado tudo em conversas online.
Agora tinha informação suficiente para encontrá-la. Susana não contou aos pais sobre o incidente ao voltar do parque. Não queria que ralhassem com ela e a impedissem de voltar dos jogos de vólei a pé.
Os pais sempre exageram e os seus eram os piores. Ela teria gostado não ser filha única. Talvez se tivesse irmãos, os seus pais não tivessem sido tão super protectores.
Na quinta-feira, Susana já se tinha esquecido que alguém a seguira.
O seu jogo decorria quando, de repente, sentiu que alguém a observava. Então lembrou-se. Olhou e viu um homem que a observava de perto. Estava inclinado contra a cerca na arquibancada e sorriu quando o viu. Não parecia alguém de quem temer e rapidamente desapareceu o medo que sentira.
Depois do jogo, ele sentou-se num dos bancos enquanto ela falava com o treinador. Ela apercebeu-se do seu sorriso mais uma vez quando passou ao lado. Ele acenou com a cabeça e ela devolveu-lhe o sorriso. Ele confirmou o seu nome nas costas da camisola. Sabia que a tinha encontrado.
Silenciosamente, caminhou a uma certa distância atrás dela. Eram só uns quarteirões até casa dela. Quando viu onde morava voltou ao parque e entrou no carro. Agora tinha que esperar. Decidiu comer algo até que chegou a hora de ir à Casa da menina. Foi a um café e sentou-se.
Mais tarde, essa noite, Susana ouviu vozes na sala. 'Susana, vem cá!', chamou o seu pai.
Parecia perturbado e ela não imaginava porquê.
Entrou na sala e viu o homem do parque no sofá. 'Senta-te aí', disse-lhe o pai, 'este senhor acaba de nos contar uma história muito Interessante sobre ti'. Susana sentou-se.
Como poderia ele contar-lhes qualquer coisa? Nunca o tinha visto senão nesse mesmo dia!
'Sabes quem sou eu?' perguntou o homem.
'Não', respondeu Susana.
'Sou polícia e teu amigo do Messenger - Meteoro123'.
Susana ficou pasmada.
'É impossível! Meteoro123 é um rapaz da minha idade! Tem 14 e mora em Braga!'.
O homem sorriu. 'Sei que te disse tudo isso, mas não era verdade.
Repara, Susana, há gente na Internet que se faz passar por miudos; eu era um deles. Mas enquanto alguns o fazem para molestar crianças e jovens, eu sou de um grupo de pais que o faz para proteger as crianças dos malfeitores.
Vim para te ensinar que é muito perigoso falar online.
Contaste-me o suficiente sobre ti para eu te achar facilmente.
Deste-me o nome da tua escola, da tua equipa e a posição em que jogas. O número e o teu nome na camisola fizeram com que te encontrasse facilmente.
Susana gelou. 'Quer dizer que não mora em Braga?'.
Ele riu-se: 'Não, moro no Porto. Sentiste-te segura achando que morava longe, não é?' 'Tenho um amigo cuja filha não teve tanta sorte: foi assassinada enquanto estava sozinha em casa.
Ensinam-se as crianças e jovens a não dizer a ninguém quando estão sozinhos, porém contam isso a toda a gente pela internet.
As pessoas maldosas enganam e fazem-se passar por outras para tirar informação de aqui e de lá online.
Antes de dares por isso, já lhes contaste o suficiente para que te possam achar sem que te apercebas.
Espero que tenhas aprendido uma lição disto e que não o faças de novo.
Conta aos outros sobre isto para que também possam estar seguros'. 'Prometo que vou contar!'.
AGORA: Por favor, envia isto aos teus amigos para que não forneçam informações sobre si próprias.
O mundo em que hoje vivemos é perigoso demais.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Farmácias de serviço

http://www.farmacialocal.com/farmacias.php?pesquisa=c8d13

http://www.farmaciasdeservico.net/

mapa para localizar morada das farmácias:
http://maps.google.pt/maps?f=q&hl=pt&geocode=&q=Farmacia%20Portugal&utm_campaign=pt&utm_medium=ha&utm_source=pt-ha-emea-pt-sk-ls&utm_term=farmacia


http://farmacias.sapo.pt/lista.php?id=1308

http://www.anf.pt/

http://www.portoxxi.com/farmacias/servico.php

Playstation 3 e emoções

Novas imagens do misterioso - e belíssimo - game Heavy Rain
Quantic Dream ainda não divulgou muita coisa a respeito do jogo, mas as imagens são incríveis
Érico Borgo

A produtora francesa Quantic Dream trabalha há alguns anos em Heavy Rain - The Origami Killer, game do qual muito pouco ainda foi divulgado. Sabe-se apenas o que o criador David Cage (Indigo Prophecy) comentou: Que será um game que "explorará o real valor emocional e a narrativa dos games".

Outros pedaços de informação incluem o gênero, um suspense noir policial; o nome da protagonista, Mary Smith (interpretada pela atriz francesa Aurélie Brancilhon); e alguns dados técnicos (haverá física e inteligência artificial avançadas). Os produtores também informaram que a história poderá ser alterada pelos jogadores e que todas as personagens - fala-se em multidões simultâneas - exibirão detalhes como lágrimas e rugas em tempo real, de acordo com os acontecimentos e suas "emoções". Ou seja, ainda é cedo para entender exatamente a dinâmica do jogo e como ele realmente funcionará.

O game é exclusivo do Playstation 3

O cérebro dos músicos

Músicos pensam de forma diferente

Reforçando o que muitos de nós que não somos musicalmente talentosos sentimos freqüentemente, uma nova pesquisa revela que músicos profissionais realmente pensam de forma diferente do resto de nós.

Psicólogo da Universidade de Vanderbilt (Estados Unidos) descobriram que os músicos treinados usam de forma mais efetiva uma técnica criativa chamada pensamento divergente, e também usam tanto o lado esquerdo quanto o direito do seu córtex frontal mais fortemente do que a média das pessoas.

"Nós estudamos os músicos porque o pensamento criativo é parte de sua experiência diária, e nós descobrimos que havia diferenças qualitativas nos tipos de respostas que eles dão aos problemas e sua atividade cerebral associada," explica o pesquisador Bradley Folley.

Usando as duas mãos de forma independente

Uma possível explicação que os pesquisadores oferecem para o elevado uso dos dois hemisférios cerebrais pelos músicos é que muitos deles são capazes de usar as duas mãos de forma independente para tocar seus instrumentos.

"Os músicos podem ser particularmente bons em acessar e integrar de forma eficiente informações concorrentes vindas dos dois hemisférios," diz Folley.

Estudos sobre criatividade

Estudos anteriores sobre criatividade se voltaram para o pensamento divergente, que é a habilidade de apresentar novas soluções para problemas abertos e com múltiplos aspectos. Indivíduos altamente criativos freqüentemente mostram mais pensamentos divergentes do que seus colegas menos criativos.

Os pesquisadores também descobriram que, no geral, os músicos têm índices de inteligência mais altos do que os não-músicos, reforçando as conclusões de estudos recentes que mostram que o treinamento musical intensivo está associado com elevados QIs.

O diabo veste Prada

No início deste ano assisti o filme "O Diabo veste Prada" junto com um grupo de formação de jovens entre 19 e 23 anos. Fiquei impressionada pela positiva. História base: Andy Sachs é uma assistente de Miranda Priestly, editora de moda da conceituada revista Runway Magazine. Ela é um verdadeiro demônio por suas atitudes prepotentes, arrogantes, frias, na relação com seus funcionários e parceiros de trabalho. O ambiente do enredo é a MODA. Interessante é que a moda é apenas o apêndice escolhido pela autora de livro homônimo e mantido pelo roteirista e diretor, para chamar a atenção ao livro e filme. Mas muitos espectadores saem do cinema acreditando que o filme fala do mundo da moda e quão cruel pode ser tanto o ambiente em si como a conquista de um espaço nesse nicho profissional. Nada disso! A moda é a alegoria para se apresentar as hipócritas (mas reais) ações humanas quando a intenção é a conquista do sucesso, no caso, a qualquer preço.


O filme fala de tudo, menos de moda. É impressionante como, a cada cena, muitas das simbologias analisadas como características dos comportamentos humanos, no século XXI, ficam ampliadas e esclarecidas. Vemos fugacidade nas relações, banalidade dos valores, crueldade nas ações, perda da identidade, crenças nas representações, indiferenças quanto ao outro, falta de emoção, individualismo exacerbado etc., tudo naturalizado. Debord tinha razão, a "sociedade [é] do espetáculo" e, mais, a sociedade é da espetacularização de tudo e de todos, pelo que Andy Wahol chamou de "cinco minutos de fama". No filme, o ambiente do efêmero é a moda, como poderia ser a cultura, o escritório, a religião, as artes, a família etc. Em todos esses espaços, na vertiginosa sociedade da informação e da imagem atual, a maturação do conhecimento (Maturana) à composição de um ser íntegro e integral diante da dinâmica das situações cotidianas é uma utopia, senão apenas um fazer filosófico.

Miranda é a verdade do indivíduo atual. Miranda é o ser sem disfarces, sem teorias, sem dramas existenciais e que, para se tornar o que é, aceitou perder sua pessoalidade. Ela é humana, nunca pessoal. Mesmo as cenas de fragilidades muito femininas (perda do parceiro), não há a perda do direcionamento construído no intuito de se tornar inatingível, há a lógica de mercado e este diz que: "para poder ganhar é preciso saber perder" até o que for mais querido. O único diálogo "franco" entre ela e Andy reflete isso: "o que posso fazer por você, Miranda?" pergunta Andy. "O seu trabalho!" responde Miranda. Ao esquecerem seus lugares e investirem também nas relações pessoais no processo de conquista, as pessoas se perdem, embotam suas ações com uma série de pré-juízos que não lhes pertencem e atravancam todo o investimento com obstáculos incoerentes.

Cada um que faça o seu! Cada um que "corra na frente do seu prejuízo"! E conquiste seu desejo "de qualquer jeito" e com todas as armas! Miranda não chora por um amor perdido (seria incoerente até para a construção da personagem), ela chora por ter que enfrentar uma seara em que não entendeu as estratégias, não previu os atalhos tortuosos e em que não dominou todas as expectativas. Miranda descobre que existe um ambiente sempre imprevisível até para ela: o amor. Mas essa descoberta não a anula ou destrói. Orgulha-se de seu poder de superação e reinveste na personagem criada pela mídia: a própria Miranda; e, como Fênix, ressurge das cinzas para "dizer ao mundo" que ela é possível sim e... ainda!

Não é um filme com insights surpreendentes. Há até uma certa pobreza na construção do roteiro e nos destaques de cenas. Mas nada apaga a linguagem não-verbal de Meryl Streep em que consegue cristalizar a melhor pior chefe de todos os tempos. Durante todo o filme, não há olhares fixos entre coadjuvantes e personagem principal, a não ser quando é preciso recompor tanto o seu lugar (Miranda) quanto o lugar do outro, diante dela mesma. É a cena do sorriso de Andy diante de cintos iguais. É a cena em que Andy presencia uma discussão do casal em casa. É a cena em que Miranda anuncia seu segundo divórcio. Percebam: encarar o outro é restabelecer o lugar de cada um, pessoal e profissionalmente.

O personagem Miranda é humano puro e os espectadores saem do cinema comentando, analisando e gostando mais dela do que da pobre assistente injustiçada. Durante o filme espera-se mais por cada gesto da chefe (a aparição de Meryl Streep) do que pelo início da superação da assistente. Mais uma vez, o suposto vilão é atraente, sedutor e fascinante. É tudo o que qualquer mente, com a desculpa da praticidade, deseja ser quando busca "um lugar ao sol". Se nos aliviarmos da carga dos pré-julgamentos, Miranda torna-se a grande educadora de vida para Andy e para qualquer um que queira qualquer experiência de sucesso (valorização), pois esta não vem com resmungos, sensações de pena, reclamações ou criação de afinidades inócuas; ela acontece pelo brio, pelas escolhas, pela solidez de princípios, pelos posicionamentos, pelos enfrentamentos. E Miranda ensina tudo isso... a todos nós! Miranda é o direcionamento para a certeza de que TODOS OS DIAS serão dias de sol, caso tenhamos foco. Há um ditado para isso: "de limões, façamos limonadas!"

Basicamente, Andy tem (e isso é dito várias vezes no filme), uma oportunidade pela qual um milhão de jovens mulheres em Nova York chegariam a matar para conseguir. Mas rapidamente ela descobre que além de TER é preciso saber MANTER esse emprego e toda sua vida pessoal (amigos e namorado). Sobreviver a Miranda é impossível. Ninguém sobrevive ao Outro. Todos sobrevivemos a nós mesmos! Não há nada de incoerente no que diz ou fala (Miranda) em todo o filme. Apenas ela escolhe armas (atitudes) que incomodam ao espectador e que a defendam contra um perigo maior: o afeto. Para isso Miranda ocupa todas as horas de seus funcionários ou pelo temor ou pelas exigências. Não há tempo para fofocas de bastidores. E só se mantém nesse lugar quem faz a escolha de perder parte de sua humanidade. Essa é a proposta do Diabo! Esse é o pacto!

Miranda é a mediadora entre (aproveitando Glauber Rocha) "Deus e o Diabo na terra do Sol" (Paris é a cidade Luz). Ela é o ídolo cuja vida (lugar) os fãs querem conquistar. Andy, a pobre menina sonhadora, aceita o trato por um tempo (perde até o nome, agora é uma Emily), absorve todos os aprendizados das relações humanas que geram e incrementam o ambiente da moda, e se modifica por adaptação ao meio.

Mas, alguns dirão, Andy abandona tudo isso em busca dos seus sonhos. Ledo engano! E Miranda está certa de novo! Não há moral nessa história! Andy é igual a Miranda mesmo! No final, só o foco muda! E Miranda percebe isso quando passa a chamá-la, não mais por Emily, nem pelo apelido comum Andy, mas de Andréa, seu real nome. Não há mais espaços para as duas juntas e Miranda sabe disso. Antes de qualquer coisa, assim como fez ao dar o lugar de seu estilista a outra profissional, ela, por manipulação, abre caminho para que Andy faça sua única escolha: a própria vida. Miranda admira Andy e por isso não a quer mais tão perto.

O filme é cheio de possibilidades de leitura em diferentes campos do saber e por isso merece ser visto e revisto, principalmente para quem passa o tempo reclamando dos insucessos e não percebe que, num mundo de aparência, pelo menos, se aparentemente queremos SER, seremos o que quisermos.

Sinapses - chave geral do cérebro

Chave geral do cérebro

Um grupo de pesquisadores identificou pela primeira vez uma "chave geral" de células cerebrais capaz de orquestrar a formação e manutenção de sinapses inibitórias, essenciais para o bom funcionamento do cérebro.

O fator, batizado de Npas4, regula mais de 200 genes que agem de várias maneiras para acalmar células superexcitadas, restaurando um equilíbrio que, acredita-se, é perdido em alguns distúrbios neurológicos. A descoberta, realizada por pesquisadores do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, foi publicada na revista Nature.

Sinapses

As sinapses - conexões entre as células cerebrais - podem ter natureza excitatória ou inibitória. No nascimento, com o rápido desenvolvimento do cérebro, as excitatórias são abundantes, tendendo a fazer as células nervosas estimularem suas vizinhas.

Mas, se a excitação eventualmente não for equilibrada, ela pode levar à epilepsia. Doenças como o autismo e a esquizofrenia têm sido também associadas a um desequilíbrio entre excitação e inibição.

A criação de conexões inibitórias também é necessária para desencadear períodos críticos, como as fases de aprendizagem rápida durante a primeira infância e a adolescência, quando o cérebro tem mais plasticidade - isto é, mais habilidade para modificar sua própria organização estrutural e funcionamento.

Fator de transcrição

O Npas4 é um fator de transcrição, ou seja, funciona como um "interruptor" que ativa ou reprime outros genes. Os pesquisadores, liderados pelo diretor do Programa de Neurobiologia do Hospital Infantil de Boston, Michael Greenberg, demonstraram que a atividade de cerca de 270 genes muda quando a atividade do Npas4 é bloqueada em uma célula. E demonstraram que a ativação do fator está associada ao aumento do número de sinapses inibitórias na superfície das células.

A equipe mostrou que o Npas4 é ativado pela atividade sináptica excitatória. "O programa disparado pela excitação diz: 'esta célula está ficando excitada, precisamos equilibrar com inibição'", explicou Greenberg, que atualmente lidera o Departamento de Neurobiologia da Escola Médica de Harvard.

Ansiosos e hiperativos

Os pesquisadores estudaram camundongos com falta de Npas4 e descobriram evidência de problemas neurológicos. Os camundongos pareciam ansiosos e hiperativos e ficaram propensos a crises convulsivas.

Greenberg e sua equipe estão atualmente tentando aprender mais sobre a ampla variedade de genes regulados pelo Npas4, já que cada um deles pode fornecer pistas sobre o desenvolvimento das sinapses e revelar novas possibilidades de tratamento para distúrbios neurológicos.

"Se tivermos acesso a um fator de transcrição como o Npas4, com as novas tecnologias da genômica poderíamos essencialmente identificar cada alvo do fator de transcrição", disse Greenberg. Um desses alvos é o fator neurotrófico (BDNF), que, de acordo com estudos anteriores da mesma equipe, regula a maturação e a função de sinapses inibidoras.

Indice mundial de felicidade

As pessoas na maioria dos países ao redor do mundo estão se sentindo mais felizes, segundo dados coletados pela pesquisa internacional World Values Survey.

Os dados coletados em pesquisas nacionais representativas, conduzidas entre 1981 e 2007, mostram que o índice de felicidade aumentou na imensa maioria das nações estudadas.

"É uma descoberta surpreendente," diz o cientista político Ronald Inglehart, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, diretor da pesquisa. "É uma crença largamente difundida que é quase impossível aumentar o nível de felicidade de um país inteiro."

Países mais felizes do mundo

A onda de pesquisas de 2007 também forneceu um ranking de 97 países contendo 90 por cento da população do mundo. Os resultados indicam que a Dinamarca é a nação mais feliz do mundo e que o Zimbábue é a mais infeliz. E felicidade não é coisa de país rico: o segundo colocado é Porto Rico e o terceiro é a Colômbia.

O Brasil ocupa a trigésima posição, logo depois da Nigéria e duas posições à frente da Argentina (veja tabela completa abaixo).

Medindo a felicidade das pessoas

Durante os últimos 26 anos, a World Values Survey tem perguntado a mais de 350.000 pessoas o quanto elas são felizes, usando sempre as duas mesmas questões?

  • "De uma forma geral, você poderia dizer se é muito feliz, razoavelmente feliz, não muito feliz ou nem um pouco feliz?
  • "Considerando tudo, quão satisfeito você está com a sua vida como um todo, hoje?"

Índice de bem-estar subjetivo

Combinando as respostas a estas duas questões, Inglehart e seus colegas constroem um índice de bem-estar subjetivo que reflete tanto a felicidade quando a satisfação geral com a vida.

Em 52 países, para os quais está disponível uma série temporal significativa (cobrindo uma média de 17 anos), o índice aumentou em 40 países e caiu em 12. O percentual médio de pessoas que afirmaram que são "muito felizes" aumentou em quase 7%.

Aumento geral da felicidade

"A maioria das pesquisas anteriores sugeriam que os níveis de felicidade são estáveis," conta Inglehart. "Eventos importantes como ganhar na loteria ou descobrir que você tem câncer podem levar a alterações de curto prazo, mas no longo prazo a maioria das pesquisas anteriores sugeria que as pessoas e as nações estariam travadas em uma 'esteira hedonística.' A crença tem sido de que, não importa o que aconteça ou o que você faça, os níveis básicos de felicidade são estáveis e realmente não mudam."

As novas descobertas feitas pela World Values Survey não apenas mostram que o índice de felicidade de fato aumentou substancialmente na maioria dos países ao longo dos últimos 25 anos, mas, tão importante quanto isso, a pesquisa revela o fato de que isso aconteceu pelo aumento da felicidade e não pela queda de algum outro fator.

Fatores que aumentam a felicidade

Nas décadas recentes, países com renda muito baixa, como a Índia e a China, têm experimentado taxas de crescimento econômico sem precedentes, dezenas de países com rendas médias se democratizaram e houve uma subida drástica na igualdade de gêneros, na tolerância com minorias étnicas, gays e lésbicas nas sociedades desenvolvidas.

O crescimento econômico, a democratização e o aumento da tolerância social contribuíram para o aumento da felicidade, com a democratização e o aumento da tolerância tendo um impacto maior do que o do crescimento econômico. Todas essas mudanças contribuíram, oferecendo às pessoas uma gama de escolhas mais ampla de como viver suas vidas - o que é um fator-chave para a felicidade.

Bem-estar subjetivo em 97 países, baseado em depoimento de felicidade e satisfação com a vida, igualmente ponderados. (Listados do mais feliz para o menos feliz. Índices negativos indicam que a maioria da população é infeliz ou infeliz/insatisfeita com a vida).

ÍNDICE DE BEM-ESTAR SUBJETIVO EM 97 PAÍSES
Baseado no relato de felicidade e satisfação com a vida, igualmente ponderados

(Listados do mais feliz para o menos feliz. Índices negativos indicam que a maioria da população é infeliz ou infeliz/insatisfeita com a vida.)
Dinamarca 4,24 Malásia 2,61 Croácia 0,87
Porto Rico 4,21
Alemanha Oc 2,60
Marrocos 0,87
Colômbia 4,18
Vietnã 2,52
Índia 0,85
Islândia 4,15
França 2,50
Uganda 0,69
Irlanda N. 4,13
Filipinas 2,47
Zâmbia 0,68
Irlanda 4,12
Uruguai 2,43
Argélia 0,60
Suíça 3,96
Indonésia 2,37
Burkina Faso 0,60
Holanda 3,77
Chile 2,34
Egito 0,52
Canadá 3,76
R Dominicana 2,29
Eslováquia 0,41
Áustria 3,68
Japão 2,24
Hungria 0,36
El Salvador 3,67
Espanha 2,16
Montenegro 0,19
Malta 3,61
Israel 2,08
Tanzânia 0,13
Luxemburgo 3,61
Itália 2,06
Azerbaijão 0,13
Suécia 3,58
Portugal 2,01
Macedônia -0,06
N Zelândia 3,57
Taiwan 1,83
Ruanda -0,15
Est. Unidos 3,55
Alemanha Or 1,78
Paquistão -0,30
Guatemala 3,53
Eslovênia 1,77
Etiópia -0,30
México 3,52
Gana 1,73
Estônia -0,36
Noruega 3,50
Polônia 1,66
Sérvia Bósnia -0,45
Bélgica 3,40
Rep Tcheca 1,66
Lituânia -0,70
Inglaterra 3,39
China 1,64
Letônia -0,75
Austrália 3,26
Mali 1,62
Romênia -0,88
Venezuela 3,25
Kirgistão 1,59
Rússia -1,01
Trinidad 3,25
Jordânia 1,46
Geórgia -1,01
Finlândia 3,24
Grécia 1,45
Bulgária -1,09
Ar Saudita 3,17
África Sul 1,39
Iraque -1,36
Tailândia 3,02
Turquia 1,27
Albânia -1,44
Chipre 2,96
Peru 1,24
Ucrânia -1,69
Nigéria 2,82
Coréia do Sul 1,23
Belarus -1,74
Brasil 2,81
Hong Kong 1,16
Moldávia -1,74
Cingapura 2,72
Irã 1,12
Armênia -1,80
Argentina 2,69
Bangladesh 1,00
Zimbábue -1,92
Andorra 2,64
Bósnia 0,94
Média 1,57