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terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma carta a Garcia

Folheto jornalístico escrito a 22 de Fevereiro de 1899 pelo norte-americano Elbert Hubbard.


Uma carta a Garcia

Em toda a guerra de Cuba há um homem que aparece no horizonte da minha memória como Marte no periélio.

Quando surgiu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, era necessário entrar rapidamente em comunicação com o chefe dos insurrectos cubanos. O general Garcia encontrava-se nas montanhas agrestes de Cuba, mas ninguém sabia onde. Não havia meio de comunicar com ele, nem pelo correio nem pelo telégrafo. O Presidente dos Estados Unidos tinha de assegurar, com a maior urgência, a sua cooperação. Como proceder?

Alguém disse ao Presidente:- «Há um homem chamado Rowan que talvez possa encontrar Garcia, se é que alguém o pede fazer». Mandou-se chamar Rowan e deu-se-lhe uma carta para entregar a Garcia. Rowan pegou na carta, guardou-a numa bolsa impermeável, colocou-a sobre o coração. Quatro dias depois, de noite, desembarcou de um pequeno barco na costa de Cuba. Internou-se no mato. Ao cabo de três semanas saiu pelo outro lado da ilha, depois de ter atravessado a pé um país hostil e de ter entregado a carta a Garcia.

Não pretendo contar como ele fez tudo isto. O ponto que desejo salientar é este: O Presidente Mac-Kinley deu uma carta a Rowan para ele entregar a Garcia. Rowan pegou na carta e não perguntou:« Onde é que ele se encontra?»

A figura deste homem deveria esculpir-se em bronze para se colocar em todas as escolas do mundo. Não é de aprender nos livros que a juventude necessita, nem de instrução acerca disto ou daquilo; mas de temperar os nervos, ser leal, actuar com rapidez, concentrar as energias, fazer o que deve: levar uma carta a Garcia.

Não há ninguém empenhado em levar a cabo uma empresa, que necessite de muitas mãos, que não se tenha sentido, em certas ocasiões, quase desanimado pela imbecilidade da maioria dos homens, pela sua inépcia ou falta de vontade para concentrar a atenção numa coisa e fazê-la. Cooperação deficiente, frequente falta de atenção, indiferença revoltante e trabalho feito sem entusiasmo são a regra geral. Nenhum homem triunfa se não conseguir, por ameaças ou por suborno, forçar outros homens a ajudá-lo, a não ser que Deus, na sua infinita bondade, faça o milagre de lhe enviar um anjo de luz como auxiliar.

Experimente o leitor. Está sentado no seu escritório. Tem seis empregados à sua disposição. Chame qualquer um deles e diga-lhe: «Tenha a bondade de consultar uma enciclopédia e escrever uma nota breve sobre a vida de Corregio».
O empregado, docilmente, dirá: «Sim, senhor». Julga que irá, sem mais demora, cumprir a tarefa?
Nunca. Fitará o leitor, com olhar inexpressivo, e fará uma série de perguntas como estas:
-«Quem foi Corregio?».
-«Que enciclopédia devo consultar?».
-«Onde está a enciclopédia?».
-«Não é para isso que eu sou empregado».
-«Não quererá dizer Bismarck?».
-«Porque é que o Carlos não escreve a nota?».
-«Já morreu?».
-«Há pressa?».
-«Não poderá ficar para amanhã?».
-«Não será melhor que traga o livro para ver?».
-«Para que deseja essa nota?».

Aposto dez contra um que, depois de o leitor ter respondido à pergunta, e explicado o modo de obter a informação e a razão pela qual a necessita, o empregado irá chamar outro para que o ajude a encontrar Garcia e voltará dizendo que esse homem não existe. É claro, posso perder a aposta, mas, na maioria dos casos, ganhá-la-ei.

Se o leitor for esperto, não perderá o tempo a explicar ao seu «ajudante» que Corregio está na letra C da enciclopédia e não na K, e, sorrindo amavelmente, dirá: «Deixe», e, por si próprio, arranjará a nota.

Esta incapacidade para a acção independente, esta estupidez moral, esta fraqueza de vontade, esta inaptidão para lançar mãos à obra, são coisas que hão de relegar para um futuro longínquo o socialismo puro. Se os homens não agem por si próprios, que farão quando o benefício dos seus esforços for dividido por todos?

Parece que é necessário um capataz armado de garrote; é o temor de serem despedidos ao sábado, à noite, que retém muitos operários nos seus postos.
Peça por anúncio um taquígrafo. Em dez que se apresentem, nove não sabem escrever correctamente, nem pontuar, nem julgam isso necessário.

Poderá algum deles escrever uma carta para Garcia?
«Vê o senhor aquele guarda-livros?». Dizia-me o chefe de uma grande fábrica.
«Sim, que tem?».
«É um magnífico guarda-livros; se o mandar, porém, tratar de um negócio na cidade, pode ser que se desempenhe do encargo, mas também pode suceder que, depois de ter entrado em quatro cafés que encontrou no caminho, quando chegar à rua indicada, se tenha esquecido do que tinha a fazer».
Poder-se-á confiar a tal homem a missão de levar a carta a Garcia?

Recentemente ouvi lamentar, com fingida simpatia, a sorte dos operários oprimidos nas fábricas e daqueles que, sem casa, buscam um emprego honesto. Naturalmente, as lamentações eram acompanhadas de palavras ásperas para os governantes. E, todavia, ninguém diz nada do chefe que envelhece precocemente pelo vão intento que os inúteis façam um trabalho inteligente e pela luta prolongada e paciente contra os empregados que não fazem nada, desde que ele volte as costas.

Todas as lojas e fábricas se estão depurando constantemente dos maus elementos. O chefe, com frequência, despede os empregados que demonstram a sua incapacidade para fazer prosperar os negócios, e escolhe outros. A selecção continua, tanto quando os tempos correm bem como quando correm mal. É mais apertada quando os tempos vão maus e o trabalho escasseia. Mas em qualquer caso será sempre despedido o incompetente ou indigno. É a vitória dos mais aptos. No seu próprio interesse o chefe conserva os melhores, aqueles que são capazes de levar cartas a Garcia.

Conheço um homem dotado de brilhantes qualidades, mas que não tem habilidade para tratar dos seus negócios, e é absolutamente incapaz de cuidar dos outros, porque constantemente traz consigo a vã suspeita de que o seu chefe o persegue ou pretende oprimi-lo. Não pode mandar nem obedecer. Se lhe dessem uma carta para Garcia, provavelmente responderia: «Leve-a o senhor». De noite, este homem vagueia pelas ruas em busca de trabalho. O vento sopra-lhe o fato esburacado. Mas ninguém que o conheça se atreve a empregá-lo, porque é um facho aceso de descontentamento; é impenetrável à razão, a única coisa que o pode impressionar é a extremidade de uma bota número nove, de sola grossa.

Bem sei que um ser assim, moralmente disforme, é tão digno de lástima como o fisicamente estropiado. Mas é necessário também que, na nossa comiseração, não nos esqueçamos dos homens que se esforçam por levar a cabo os grandes empreendimentos, onde, trabalhando sem horário, envelhecem prematuramente na luta incessante contra os indiferentes, os imbecis ociosos e os ingratos sem coração.

Expressei-me com dureza? É possível que sim; mas, quando todos mostram piedade pelos maus, quero dedicar uma palavra de simpatia ao homem que triunfou, ao homem que, contra os maiores obstáculos, dirigiu os esforços dos outros e que, após o triunfo, verifica que nada ganhou salvo a sua mera subsistência.

Transportei às costas comida de rancho, trabalhei à jorna, fui chefe de trabalhadores. Sei o que se pode dizer a favor de pobres e de ricos, dirigentes e dirigidos. Não há excelência, per si, na pobreza; os farrapos não servem de recomendação. Nem todos os patrões são gananciosos e tiranos, assim como nem todos os pobres são virtuosos.

O meu coração está com o homem que executa a tarefa que lhe incumbe, esteja ou não o patrão na loja. Ao homem que, quando se lhe entrega uma carta para Garcia, obedientemente pega nela, sem fazer perguntas desnecessárias e sem a intenção oculta de a deitar na valeta mais próxima, ao homem que não pensa noutra coisa senão em entregar essa carta, a esse homem nunca falta trabalho, nem precisa declarar-se em greve para obter salários mais elevados.

É desses homens que a civilização precisa em larga escala. Tudo quanto esses homens peçam deve ser-lhes concedido. É desses homens que as cidades, as vilas, as aldeias, as repartições, as lojas, os escritórios e as fábricas necessitam. O mundo chama por esses homens; e, na verdade, o que é indispensável é o homem que saiba levar uma carta a Garcia.

Elbert Hubbard, 1899

domingo, 17 de julho de 2011

Superação - Pauê

Ontem atendi muitas pessoas ao longo do dia e, 5 dessas pessoas tanto a queixa oculta quanto a queixa aparente, convergiam para a necessidade de superação.

Em homenagem a elas deixo estas reflexões para que possamos aprender que "Os problemas, devem ser chamados de situações e eles não são obstáculos, e sim oportunidades ímpares de superação e evolução".

Como eu gosto de brincar com as palavras, fui a procura de palavras que têm a mesma rima e, escrevi:

Para "vestir" uma atitude de superação
é fundamental que tenhamos estimação
acrescida de muita afirmação
com abnegação na plantação e inundação e,
uma boa proporção na dose de repetição
sem obrigação porém com muita devoção,
e teremos a aprovação que nos levará à satisfação.

Fiquem a vontade para completar, melhorar o texto. Este espaço é de todos.

A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.
Confúcio


A superação representa para o ser humano uma barreira ultrapassada, obstáculos vencidos, mesmo com dificuldades. Nos dias atuais é perceptível a olhos vistos profundas e imensas alterações no comportamento das pessoas, quando enfrentam situações inesperadas ou drásticas, daquelas que ficamos sem o chão.

No ano 2000 Pauê sofreu um grave acidente, foi atropelado por um trem quando atravessava uma linha desativada em São Vicente, litoral de São Paulo. No acidente Pauê perdeu parte das pernas, o que transformou sua vida numa superação de barreiras e limites.

Surfista desde criança, Pauê queria voltar para as ondas. Para tanto encontrou na natação e musculação um meio de acelerar o processo de reabilitação. Em menos de três meses, com fisioterapia, próteses, determinação e persistência, Pauê não só voltou a andar como também a surfar. Tornou-se o primeiro e único surfista bi-amputado do mundo.

Ele assumiu que "Problemas não são obstáculos, mas oportunidades ímpares de superação e evolução."



O degrau de uma escada não serve simplesmente para que alguém permaneça em cima dele, destina-se a sustentar o pé de um homem pelo tempo suficiente para que ele coloque o outro um pouco mais alto.
Thomas Huxley


http://www.paue.com.br/

Nome: Paulo Eduardo Chieffi Aagaard nascido em: 06/02/1982 e eu nasci no dia 5 de fevereiro, sendo que 30 anos antes dele.
Ele é fisioterapeuta e desportista

No Esporte:
• Campeão Mundial de Triathlon ( 2002).
• Bronze no Pan-Americano (2003).
• Pentacampeão brasileiro de triathlon ( 2002 a 2006).
• Tetracampeão Internacional de Triathlon ( 2002,2003,2006,2007).
Na área acadêmica:
• Fisioterapeuta – formado em 2008. Experiência profissional em trabalhos de inclusão social. Realizou cursos de protetização para amputados na Ottobock do Brasil. E muito mais, porque este jovem não pára!!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Girassol

Nossos olhos são selectivos, nós "focalizamos"
o que queremos ver e deixamos de ver o restante.
Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante
das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar
virado para o sol!
Você já reparou como é fácil ficar baixo astral?
"Estou de baixo astral porque está chovendo,
porque tenho uma conta para pagar,
porque não tenho exactamente o dinheiro
ou aparência que eu gostaria de ter,
porque ainda não fui valorizado,
porque ainda não encontrei o amor da minha vida,
porque a pessoa que quero não me quer,
porque...
"É claro que tem hora que a gente não está bem.
Mas a nossa atitude deveria ser a de
uma antena que tenta, ao máximo possível, pegar o lado
bom da vida. Na natureza, nós temos uma antena que
é assim. O girassol.
O girassol se volta para onde o sol estiver.
Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem.
Nós temos de ser mais assim, aprender a realçar o que
de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos
positivos e transformá-los em grandes acontecimentos.
Temos de treinar para sermos girassol,
que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.
Por que só nos preparamos para as viagens,
e não para a vida, que é uma viagem?
Apreciar o amor profundo que alguém em um determinado
momento dirige a você.
Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta.
Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante,
reanimadora.
Apreciar a festividade, a alegria, a risada.
E quando estivéssemos voltando a ficar mal humorados,
tristonhos, desanimados, revoltados, que pudéssemos nos
lembrar de novo de sermos girassóis.
Seleccione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de
bonito e bom que haja nele e retenha isto dentro de você.
É este o segredo de quem consegue manter um alto grau de vitalidade interna!

Autor desconhecido

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Navio de Treino de Mar “Santa Maria Manuela”

http://www.santamariamanuela.pt/pt/contactos

O Navio de Treino de Mar “Santa Maria Manuela” é um navio histórico que foi lançado às águas do Tejo em 1937 e participou nas famosas campanhas de pesca do bacalhau à linha até ao início dos anos 1990s.

A recuperação deste lugre de quatro mastros foi uma iniciativa da empresa Pascoal & Filhos, S.A. que, entre 2007 e 2010, levou a cabo um longo e bem documentado processo de reconstituição do navio cujo casco se encontrava a aguardar melhores dias no Porto de Aveiro.

Agora novamente apto para navegar, como Navio de Treino de Mar, o “Santa Maria Manuela” representa uma aposta no mercado do turismo, onde se destaca pela inovação e exclusividade da oferta. Com capacidade para 50 Participantes activos na vida de bordo, o “Santa Maria Manuela” dispõe de todas as comodidades e não tem restrições de área de navegação.

Santa Maria Manuela
Cais dos Bacalhoeiros
Apartado 12
3834-908 Gafanha da Nazaré
Portugal
Phone - 00351 234 390 290
Fax - 00351 234 390 299
santamariamanuela@gmail.com

Aeroporto - deixe o seu carro por um dia

http://www.ana.pt/portal/page/portal/ANA/

Pessoal, funciona muito bem!!!! Aproveitem.
Usei hoje pela primeira vez. Deixei o carro as 5.30hs e fui no voo das 6.30hs para Barcelona. Regressei as 23hs e o carro estava lá a minha espera, guardadinho, por apenas 5€.

Este processo funciona no Porto, Lisboa e Faro.
http://www.parking.ana.pt/

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vozes do Deserto - Nélida Pinon

Um livro com grande ensinamentos de paciência, resiliência e pensamento positivo.
Há mil anos Scherazade atravessou mil e uma noites contando histórias ao Califa. Assim fazendo, poupou a vida a mil e uma donzelas que o soberano bagdali ameaçara ceifar para vingar-se da sultana, que o traíra com um escravo negro.
Os contos das Mil e Uma Noites povoaram a imaginação de um sem-número de leitores que, pendentes da boca da mais bela e ardilosa das narradoras, ansiavam por saber o que iria acontecer com Simbad e Zoneida e com o mesmo fôlego curto, temiam pela sorte de Scherezade entregue ao capricho do mais cruel dos ouvintes. Passados mil anos, agora chegou a vez desta outra narradora, Nélida Pinon, que se pôs a contar a aventura interior vivida por Scherazade em face do homem que segura nas mãos o fio tênue da sua vida.

Reflexão sobre disfunçãos exual feminina


domingo, 10 de julho de 2011

Portugueses cobiçados por empresas estrangeiras

Portugueses cobiçados por empresas estrangeiras - Expresso, 9 Julho 2011

Portugal até pode ser ‘lixo’ para as agências de rating, mas para cada vez mais empresas estrangeiras é um país de luxo para contratar jovens altamente qualificados. Aí, o investimento é seguro. O fenómeno é recente. Em 2008, a FMC Technologies, especializada na exploração petrolífera a grande profundidade, era a única empresa norueguesa que vinha a Portugal recrutar engenheiros. O sucesso foi tão grande que uma televisão local passou uma reportagem sobre o que tinham de tão especial os trabalhadores deste pequeno país do Sul da Europa, habitualmente citado por más razões. Hoje, os principais concorrentes da FMC seguem-lhe os passos. Há uma nova moda na Noruega: contratar portugueses qualificados. Mas não é só lá. A Alemanha, a Suécia, o Reino Unido, a Finlândia, a Suíça ou o Brasil viraram-se também para Portugal, segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional. A boa formação académica dada nalgumas universidades nacionais, associada a uma grande capacidade de trabalho e a uma particular facilidade de integração fazem dos jovens portugueses com mais habilitações, uma aposta certeira para muitos empregadores europeus.