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domingo, 22 de dezembro de 2013

Mentes Ansiosas - psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva

Em Mentes Ansiosas – Medo e ansiedade além dos limites, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva -

autora de Mentes Perigosas, Mentes e Manias, Bullying – Mentes Perigosas na Escola e Mentes Inquietas -

fala sobre os transtornos causados pelo medo e a ansiedade.

A diferença entre os dois sentimentos e como eles podem dominar a vida das pessoas são algumas das questões pelo livro.

"Até que ponto o medo é necessário para a nossa sobrevivência?

 Qual a dose de medo saudável? Quando o medo vira uma doença?".

A partir destes questionamentos sobre um sentimento comum a todos os seres humanos, independente da idade ou da posição social, autora inicia o livro em busca de respostas, com base em sua experiência clínica.

Segundo estudos internacionais, os transtornos relacionados à ansiedade afetam entre 15 e 25% da população.

Isso significa que, num grupo de cinco pessoas, é bem provável que uma sofra de síndrome do pânico, estresse pós-traumático, ansiedade crônica, fobias ou TOC.

Todos esses distúrbios estão relacionados a níveis patológicos de angústia e preocupação - quando o medo e a ansiedade em excesso trazem prejuízos expressivos ao indivíduo.

Conforme estabelece a Associação de Psiquiatria Americana, os transtornos de ansiedade podem aparecer de diversas formas e com diferentes graus de intensidade:

1 - Súbitos ataques de pânico, que podem evoluir para o transtorno do pânico.

2 - Fobia social ou timidez patológica, na qual as pessoas percebem ameaças potenciais em situações sociais e em exposição ao público.

3 - Medos diversos ou fobias simples, cuja ameaça provém de estímulos bem específicos (animais, lugares fechados, chuvas, avião, etc.)

4 - Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), quando se vive experiências traumáticas significativas (seqüestros, perdas de entes queridos, acidentes, etc.)

5 - Transtorno de ansiedade generalizada (TAG), que se caracteriza por um estado permanente de ansiedade, sem qualquer associação direta com situações ou objetos específicos

6 - Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), no qual a mente é invadida por pensamentos intrusivos e sempre de conteúdo ruim (obsessões), que desencadeiam rituais repetitivos e exaustivos (compulsões), na tentativa de exorcizar tais ideias.

Mentes Ansiosas oferece explicações claras sobre o que acontece quando a ansiedade e o medo extrapolam os limites da normalidade e como é possível superar os distúrbios, além de trazer ferramentas para a compreensão das origens da ansiedade e do medo e para o enfrentamento do que pode vir a ser o maior inimigo de muitos indivíduos: as preocupações incessantes que teimam em assolar a mente humana

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A Paz e a consciência tranquila

A Paz

Certa vez houve um concurso de pintura e o primeiro lugar seria dado ao quadro que melhor representasse a paz.

Ficaram, dentre muitos, três finalistas igualmente empatados.

O primeiro retratava uma imensa pastagem com lindas flores e borboletas que bailavam no ar acariciadas por uma brisa suave.

O segundo mostrava pássaros a voar sob nuvens brancas como a neve em meio ao azul anil do céu.

O terceiro mostrava um grande rochedo sendo açoitado pela violência das ondas do mar em meio a uma tempestade estrondosa e cheia de relâmpagos.

Mas para surpresa e espanto dos finalistas, o escolhido foi o terceiro quadro, o que retratava a violência das ondas contra o rochedo.

Indignados, os dois pintores que não foram escolhidos, questionaram o juiz que deu o voto de desempate:

 - Como este quadro tão violento pode representar a paz, Sr. Juiz?

E o juiz, com uma serenidade muito grande no olhar, disse

 - Vocês repararam que em meio à violência das ondas e à tempestade há, numa das fendas do rochedo, um passarinho com seus filhotes dormindo tranquilamente?

E os pintores sem entender responderam:

 - Sim, mas... - antes que eles concluíssem a frase, o juiz ponderou

 - Caros amigos, a verdadeira paz é aquela que mesmo nos momentos mais difíceis nos permite repousar tranqüilos.

Talvez muitas pessoas não consigam entender como pode reinar a paz em meio à tempestade, mas não é tão difícil de compreender.

Considerando que a paz é um estado de espírito podemos concluir que, se a consciência está tranqüila, tudo à volta pode estar em revolução que conseguiremos manter nossa serenidade.

Fazendo uma comparação com o quadro vencedor, poderíamos dizer que o ninho do pássaro que repousava serenamente com seus filhotes, representa a nossa consciência.

A consciência é um refúgio seguro, quando nada tem que nos reprove.

E também pode acontecer o contrário: tudo à volta pode estar tranquilo e nossa consciência arder em chamas.

A consciência, portanto, é um tribunal implacável, do qual não conseguiremos fugir, porque está em nós.

É ela que nos dará possibilidades de permanecer em harmonia íntima, mesmo que tudo à volta ameace desmoronar, ou acuse sinais de perigo solicitando correção.

Sendo assim, a paz não será implantada por decretos nem por ordens exteriores, mas será a conquista individual de cada ser dentro de sua própria intimidade.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Os 3 filtros

Certo dia, o grande filósofo Sócrates se encontrou com um conhecido que lhe disse:

- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?

- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste.

Chama-se "Teste dos 3 filtros".

- Três filtros? - Sim, continuou Sócrates.

Antes de me contar o que quer que seja sobre o meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer.

O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade? - Bem... Acabo de saber...

- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar?

Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade.
Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?

- Não, pelo contrário.

- Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade!

Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade.

O que queres me contar vai ser útil para mim ou para ele?

- Acho que não muito.

- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e não ser útil, então para que contar?

E eu completo: Para que ouvir?

Feliz Natal

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sistema cardiovascular - uma obra de arte dentro de cada corpo


http://www.thevisualmd.com/health_centers/cardiovascular_health/cardiovascular_continuum


domingo, 8 de dezembro de 2013

O perigo das pressuposições

Abriu a porta e viu uma pessoa amiga que há muito não via.

Estranhou que ele viesse acompanhado de um cão. Cão forte, saltitante e com ar agressivo.

Cumprimentou o amigo efusivamente. - Quanto tempo! - Quanto tempo – ecoou o outro.

O cão aproveitou a saudação e entrou casa adentro.

Logo um barulho na cozinha demonstrava que ele tinha virado qualquer coisa.

O dono da casa encompridou as orelhas.

O amigo visitante, porém, nada comentou. - A última vez que nos vimos foi em... e a conversa continuava animada.

O cão passou pela sala, entrou no quarto, e novo barulho, desta vez de coisa quebrada.

Houve um sorriso amarelo do dono da casa, mas perfeita indiferença do visitante. - Há um tempo atrás encontrei com... você se lembra dele?

O cão saltou sobre um móvel, derrubou um objecto, logo trepou as patas sujas no sofá e deixou a marca digital e indelével de seu crime.

Os dois amigos, tensos, agora fingiram não perceber, sem saber exactamente o que deviam fazer.


Por fim, o visitante despediu-se e já ia saindo quando o dono da casa perguntou: - Não vai levar o seu cão?

 - Cão? Ah, cão! Não é meu não.
Quando eu entrei, ele entrou comigo tão naturalmente que pensei que fosse seu.


Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

Saber valorizar-se

Álvaro trabalhava em uma empresa. Funcionário sério, dedicado, cumpridor de suas obrigações e, por isso mesmo está com seus 20 anos de casa. Um belo dia, ele vai ao dono da empresa para fazer uma reclamação: - Meu patrão, tenho trabalhado durante esses 20 anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado. O Luis, que está connosco há somente três anos, está ganhando mais do que eu. O patrão, fingindo não ouvi-lo disse: - Foi bom vir aqui. Tenho um problema para resolver e você poderá fazê-lo. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Ali na esquina tem uma barraca. Vá até lá e verifique se eles têm Melão. Álvaro, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão. Em cinco minutos estava de volta. - E aí Álvaro? Perguntou o patrão. - Verifiquei como o senhor mandou, se o moço tem Melão. - E quanto custa? - Isso eu não perguntei, não. - Eles têm quantidade suficiente para atender a todos os funcionários do escritório? Quis saber o patrão. - Também não perguntei isso, não. - Há alguma outra fruta que possa substituir o Melão? - Não sei não...Muito bem, Álvaro. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco. O patrão pegou o telefone e mandou chamar o Luis. Deu a ele a mesma orientação que dera ao Álvaro. Em poucos minutos, o Luis voltou. - E então, Luis? Indagou o patrão. - Eles têm Melão sim. Em quantidade suficiente para todo o nosso pessoal. E se senhor preferir, têm também laranja, banana, maçã e mamão a 1€ o quilo, o melão a 1,20€ a unidade, e a laranja a 20€ o cento, já descascadas. Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles me concederam um desconto de 15%. Deixei reservado. Conforme o senhor decidir, volto lá e confirmo, explicou o Luis. Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o. Voltou-se para o Álvaro, que permaneceu sentado ao seu lado, e perguntou-lhe: - Álvaro, o que foi que você estava mesmo me dizendo? - Nada sério não, patrão. Esqueça, com sua licença. E o Álvaro deixou a sala.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A forma como se diz as coisas

Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, certa feita, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. 

Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho. 

- Que desgraça, senhor! - exclamou o adivinho 
- Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade. 

- Mas que insolente - gritou o sultão, enfurecido 
- Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? 
Fora daqui! 
 Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem chicotadas. 
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. 

Este, após ouvir o sultão com atenção, disse-lhe: 
- Excelente senhor! 
Grande felicidade vos está reservada. 
O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes. 
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho. 
E quando este saía do palácio, um dos cortesãos lhe disse admirado: 
 - Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. 
Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem chicotadas e a você com cem moedas de ouro. 

- Lembra-te meu amigo - respondeu o adivinho - que tudo depende da maneira de dizer. 

Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se. 

Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra. 

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. 

Mas a forma como ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas. 

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. 

Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. 

Mas se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade. 

A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos. 

Ademais, será sábio de nossa parte, antes de dizer aos outros o que julgamos ser uma verdade, dizê-la a nós mesmos diante do espelho. 

E, conforme seja a nossa reação, podemos seguir em frente ou deixar de lado o nosso intento. 

Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de dizer as coisas.