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domingo, 29 de janeiro de 2006

Mulheres

Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - A ambientalista queniana Wangari Maathai se tornou a primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, por sua campanha para ajudar os pobres do continente a plantarem árvores, a fim de deter o desmatamento.

"A paz na Terra depende da nossa capacidade de garantir nosso meio ambiente vivo", disse a presidente do Comitê Nobel Norueguês, Ole Danbolt Mjoes, ao anunciar a ganhadora, a quem elogiou por sua "contribuição para o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz".

"Maathai está na linha de frente da luta para promover o desenvolvimento social, econômico e cultural ecologicamente viável no Quênia e na África", disse.

Maathai foi escolhida para receber o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,36 milhão de dólares) entre 194 candidatos, um recorde. O prêmio foi entregue em Oslo, no dia 10 de Dezembro de 2004.

Ela é fundadora do Movimento Cinturão Verde, que tem sede no Quênia, reúne principalmente mulheres e já plantou cerca de 30 milhões de árvores na África.

Nascida em 1940, Maathai diz que essa atividade impede a desertificação, preserva habitats naturais e gera uma fonte de combustível, material de construção e alimentos para futuras gerações, o que ajuda no combate à pobreza.

"Estou absolutamente contente", disse ela à emissora norueguesa NRK, após a confirmação do prêmio. "Esta é a maior surpresa de toda a minha vida. Quando plantamos novas árvores, plantamos as sementes da paz."

Maathai é a primeira africana e a 12a. mulher a receber o Nobel da Paz desde sua criação, em 1901. O último africano lembrado havia sido o ganense Kofi Annan, secretário-geral da ONU, em 2001.

O prêmio de 2003 também foi para uma mulher, a advogada iraniana e ativista de defesa dos direitos humanos Shirin Ebadi. O atual Comitê Nobel, nomeado pelo Parlamento norueguês no começo de 2003, inclui três mulheres e dois homens.

Geir Lundestad, diretor do Instituto Nobel Norueguês, disse em 2001 que o prêmio deveria passar a honrar também novos tipos de ativistas, como ambientalistas, estrelas do rock e talvez até jornalistas.

O prêmio para Maathai foi uma surpresa. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) e seu diretor, Mohammed El Baradei, eram apontados como favoritos.

O governo queniano comemorou o prêmio para Maathai. "Este é um grande testemunho do trabalho que ela vez fazendo durante muitos anos. Estamos muito contentes", afirmou o porta-voz Alfred Mutua. "Isso dá o exemplo de que, se você colocar sua energia nos lugares certos, você acabará sendo reconhecido, e isso leva a um mundo melhor."

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